O que investidores esperam ver na primeira reunião com uma startup
Clareza, números na ponta da língua e um plano objetivo estão entre os fatores decisivos para atrair capital.
Uma análise da Harvard Business Review aponta que menos de 10% dos pitches de startups conseguem causar boa impressão logo no primeiro contato com investidores. Para especialistas, esse dado evidencia a necessidade de uma preparação estratégica por parte dos empreendedores que buscam financiamento.
Marilucia Silva Pertile, mentora de startups e cofundadora da Start Growth, destaca que o desafio está em condensar informações fundamentais em pouco tempo. “O investidor quer ver clareza, domínio dos números e um plano sólido, e tudo isso precisa caber em poucos minutos”, afirma.
A expectativa do mercado não é apenas ouvir uma boa ideia, mas enxergar segurança na execução. Uma vez que o capital de risco se tornou mais seletivo após a retração global de aportes registrada nos últimos dois anos, a capacidade de demonstrar métricas consistentes e resiliência tem se tornado determinante. Levantamento da CB Insights indica que a falta de clareza sobre o modelo de negócios está entre as três principais razões para a rejeição de propostas por investidores.
A preparação do pitch, segundo analistas, deve priorizar três pontos: definição clara do problema a ser resolvido, demonstração objetiva do tamanho do mercado e apresentação de projeções financeiras plausíveis. Pesquisas de mercado mostram que investidores dedicam, em média, menos de 4 minutos à leitura inicial de um pitch deck, o que reforça a importância de transmitir rapidamente informações-chave sobre tração, modelo de receita e diferenciais competitivos.
Marilucia ressalta que a objetividade não significa superficialidade. “O que precisa aparecer é que o empreendedor domina os próprios números e entender para onde quer levar a empresa”, explica. Para ela, a reunião inicial é menos sobre convencer e mais sobre despertar confiança, “O investidor precisa sentir que há consistência entre o discurso e a execução”.
Para startups em estágio inicial, esse primeiro encontro pode definir o futuro da rodada de investimentos. A clareza de visão e a capacidade de estruturar um plano em tempo reduzido continuam sendo o filtro mais rigoroso para separar projetos com potencial de escala daqueles que ficam pelo caminho.
A Start Growth começou a investir em startups em 2014 e, de lá para cá, vem ajudando no desenvolvimento de negócios escaláveis e na formação de empreendedores. Adotando o método Start Growth Method, a Venture Capital já ajudou a tirar muitos negócios do “vale da morte”, possibilitando “exits” muito rentáveis para os acionistas. Marilucia Silva Pertile é uma investidora especializada em acelerar negócios SaaS. Formada em Administração de Empresas e com especializações em Valuation de Startups, Gestão Comercial e Planejamento Estratégico, ela possui um currículo que transpira expertise. Além disso, é certificada em Coaching Executivo e Gestão de Pessoas.
Com informações da Carolina Lara 04/07/2025

