Disputa por delivery atrai chineses e concorrência vai parar nos tribunais
O mercado de entrega de refeições via plataforma no Brasil voltou a ser palco de disputa em 2025. Além do retorno da 99Food e da entrada da Keeta, ambas chinesas, a colombiana Rappi e o iFood ampliaram investimentos para reforçar a operação no país. Por ora, os aportes anunciados somam R$ 25 bilhões até 2030. O embate, porém, extrapola as práticas de mercado e já chega aos tribunais, com diversas ações alegando condutas anticoncorrenciais.
Essa movimentação encerra um período de cerca de dois anos de baixa concorrência, quando o mercado foi praticamente dominado pelo iFood, que detém cerca de 70% de participação, de acordo com a Euromonitor International. A mudança de cenário começou a se de mercado e já chega aos tribunais, com diversas ações alegando condutas anticoncorrenciais.
“Não atribuo 100% [ao acordo], mas ele teve um peso bem importante. A disputa não era por quem oferecia a melhor taxa ou serviço. Simplesmente não entrava outro ‘player’”, afirma Jessica Costa, executiva de eficiência operacional e transformação digital da AGR Consultores. Antes disso, o Brasil contava com quatro plataformas com operações nacionais- iFood, Uber Eats, 99Food e Rappi. A Uber encerrou a operação em 2022, seguida pela 99 no ano seguinte, atribuindo a decisão, em partes, aos contratos do iFood… leia mais em Valor Econômico 09/09/2025

