A Vitol está entre os interessados em ativos da Raízen na Argentina, apurou o Pipeline. O grupo global de energia e commodities participa da segunda fase do processo, que é coordenado pelo banco BTG Pactual.

Os ativos da Raízen na Argentina incluem uma refinaria e são estimados em cerca de US$ 1,5 bilhão. Procurada pelo Pipeline, a Vitol disse que, “por sua política, não comenta aquisições que pode ou não considerar”.

A venda na Argentina é uma das frentes da empresa para reduzir alavancagem, um movimento que tem sido amplo na controladora, o grupo Cosan. Há uma ordem ideal para desinvestimentos e capitalizações: começaria com a venda na Argentina, o que tornaria a necessidade de capital na Raízen menor e ajudaria a valorizar as ações da empresa, reduzindo a diluição, e, em terceiro passo, viria a capitalização da Cosan – também a um melhor preço.

A ordem lógica e preferencial, no entanto, não necessariamente será a ordem prática. Há receio dos envolvidos que a turbulência política e econômica na Argentina possa atrasar a venda ou afetar preço dos ativos naquele país.

Além disso, a negociação esquentou por uma fatia na controladora, como revelou o Pipeline – a discussão atual está em torno de fatia de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões, na qual André Esteve e BTG Pactual ficariam quase metade, com um naco para a família Feffer e outro para a Perfin. Essa operação é assessorada por J.P. Morgan e Itaú BBAleia mais em Pipeline 15/09/2025