A startup colombiana Akua, que fornece infraestrutura de pagamentos para adquirentes e lojistas, levantou uma rodada seed de US$ 8,5 milhões com a americana Flourish Ventures e a mexicana Cathay Latam, ambos fundos de venture capital focados em fintechs. O cheque vai ser utilizado principalmente para lançar, no primeiro semestre de 2026, a operação da startup no mercado mais competitivo da América Latina, mas com maior potencial: o Brasil.

A rodada também contou com as gestoras brasileiras Atlântico, de Julio Vasconcellos, e a paranaense Honey Island 4UM. Também entraram a peruana Krealo (corporate venture capital da Credicorp) e a colombiana Simma Capital. No ano passado, a Akua havia levantado US$ 4,5 milhões em uma rodada pré-seed, que também trouxe a Propel, H2O, Flourish e investidores-anjos.

Fundada por um trio de latinos (incluindo um brasileiro) na Colômbia em agosto de 2024, a Akua oferece uma infraestrutura de pagamentos que contempla uma série de métodos e diferentes negócios, permitindo que a startup atue com adquirentes, subadquirentes, bancos, empresas cross-border e lojistas (merchants), por exemplo. Entre as vantagens do negócio, segundo a empresa, estão a visualização única dos pagamentos para lojistas e o fluxo automatizado de operações com IA, poupando tempo para os clientes da fintech colombiana e atuando em prevenção de fraudes.

Os planos para acelerar a internacionalização acontecem em um momento em que a Akua já tem um pacote de soluções completas para entrar no principal mercado da América Latina. Até então, a startup operava na Colômbia e Uruguai, países-natais dos cofundadores Carlos Marín (CEO) e Juan José Behrend (CTO), respectivamente. Neste ano, deve se lançar na Argentina e Peru e, em 2026, Brasil e México.

“A nossa estratégia foi começar a empresa por um mercado menor e menos complexo para provar a tese da fintech para depois ganhar escala”, explica o brasileiro Rodrigo Rodrigues, cofundador e COO da Akua. “Sempre soubemos que viríamos para o Brasil, porque não tem como ficar de fora desse mercado. Mas está em outro nível de maturidade, então tivemos cautela”.

A Akua é o primeiro negócio de Rodrigues. Entre 2011 e 2019, o brasileiro fez carreira na Mastercard, trabalhando na emissora durante a ascensão dos bancos digitais no Brasil e, depois, na Colômbia, para onde foi enviado pela empresa para lançar o mercado de fintechs no país latino (e onde conheceu Carlos Marín, seu cofundador cinco anos mais tarde).

Depois, ele trabalhou de Bogotá na fintech Movii e, em 2022, de volta a São Paulo, trabalhou na operação de cartões da fintech mexicana Jeeves. Em 2024, recebeu uma “ligação inusitada” de Marín, que estava então na fintech argentina Pomelo, sobre o que viria a ser a Akua.

Atualmente, a fintech tem escritórios em três cidades: Bogotá, Montevidéu e São Paulo, onde tem mesas no Cubo, do Itaú. A empresa tem 40 funcionários, dos quais sete são brasileiros em regime remoto de trabalho… leia mais em Pipeline 07/10/2025