O mercado de fusões e aquisições (M&A) nos Estados Unidos vive um momento histórico, com volumes recordes impulsionados por grandes transações e pelo retorno vigoroso do private equity, de acordo com o relatório Merger Monthly da EY, divulgado originalmente pelo Hunt Scanlon Media. Em 2025, o valor acumulado dessas operações já alcança US$ 1,78 trilhão, um avanço de 36% em relação ao ano anterior. Apenas no mês de setembro foram registrados 151 negócios de grande porte, que somaram US$ 257,6 bilhões e refletem a trajetória de crescimento acelerado no setor.

A ascensão dos “mega deals” tem sido puxada principalmente pelos setores de tecnologia, petróleo e gás, e ciências da vida. Empresas de tecnologia lideram essa onda ao incorporar soluções de inteligência artificial, aprimorar infraestruturas digitais e buscar modelos avançados de dados para melhorar a experiência do cliente. Com expectativas de queda nos juros e maior confiança dos principais executivos, as corporações migraram de estratégias defensivas para aquisições arrojadas e parcerias de expansão.

O private equity emerge como protagonista, respondendo por 60% do valor movimentado em setembro — índice bem acima dos 45% registrados em agosto. O setor disputa ativos voltados às chamadas receitas recorrentes e empresas de software escalável, mostrando apetite por negócios resilientes e com potencial de crescimento acelerado. Um exemplo marcante do período foi a compra da consultoria Heidrick & Struggles, tradicional player em recrutamento e liderança, por US$ 1,3 bilhão, em uma aposta no capital humano como novo vetor de transformação.

Além do capital e da tecnologia, a EY destaca a importância da liderança das empresas adquiridas para o êxito das operações. Mantê-la tornou-se um fator decisivo para transformar aquisições em crescimento sustentável, superando critérios tradicionais como alavancagem financeira.

As projeções para o restante do ano seguem otimistas, sobretudo com a perspectiva de políticas monetárias menos restritivas e maior clareza regulatória. Entretanto, riscos derivados de incertezas políticas e tarifárias, sobretudo para transações internacionais, ainda merecem atenção e podem impactar o ritmo das operações no início de 2026. Segundo William Cummings, sócio da EY, “o mercado está entrando numa fase decisiva. Capital, tecnologia e liderança estão se convergindo — e as empresas que souberem gerenciar esses três pilares com disciplina definirão o próximo ciclo de crescimento”.

Fonte: Hunt Scanlon Media, com base no relatório Merger Monthly da EY… leia mais em exitup.huntscanlonventures 16/10/2025