As emissões no mercado de capitais, que levam em conta emissões na renda variável, renda fixa e híbridos, tiveram queda de 3,5% de janeiro a setembro deste ano, em relação ao ano passado, somando R$ 528,5 bilhões, ante R$ 547,8 em 2024. No mesmo período, na renda variável, o baque nas emissões — que envolvem IPO (oferta pública inicial na bolsa) e follow-on (ofertas subsequentes) — foi de 80,8%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais(Anbima), divulgados nesta segunda-feira (20).

Com o IPO sendo um fantasma na bolsa brasileira, o dado leva em consideração apenas a oferta de follow-on, que saiu de R$ 21,8 bilhões para R$ 4,2 bilhões no período. A última operação de IPO ocorreu em dezembro de 2021, há quase quatro anos.

Por outro lado, o volume de ofertas de renda fixa no Brasil, ou seja, de emissões no segmento, bateu recorde na mesma análise temporal, com o maior volume da série histórica, iniciada em 2012. O montante atingiu R$ 487,3 bilhões, ante R$ 485,8 no mesmo período de 2024.

César Mindof, diretor da Anbima, pondera que atualmente o cenário macro “não converge ou se alinha” para um cenário mais positivo para “equity” (participação acionária), com juros altos, ano eleitoral no radar e “baixa atenção do estrangeiro para o Brasil”. Segundo ele, em fala durante a coletiva a jornalistas, esse movimento tem “levado a esse recorde de tempo sem IPO e follow-on baixo”.

“Temos que ter uma mudança importante no macro para termos um cenário mais positivo para novas ofertas. Fica difícil dizer que no curto prazo vamos ter uma janela aquecida para o mercado de capitais de equity“, disse Mindof..Leia mais em valorinveste.globo. 20/10/20256