Cinco grupos avançam na disputa por ativos da Raízen na Argentina
A venda dos ativos na Argentina da Raízen, joint venture da Cosan e Shell, ganhou novo fôlego após a vitória do partido do presidente Javier Milei na eleição legislativa – evento que era considerado um risco para os investidores em caso de enfraquecimento do político.
Coordenada pelo BTG Pactual, a transação passou para a segunda fase, com cinco grupos colocando propostas, três deles argentinos, apurou o Pipeline. Os interessados locais são as famílias Werthein, Sielecki e a empresa de energia CGC, que formou consórcio com a trading holandesa Vitol. A americana RM Parks e a trading suíça Mercuria também disputam.
A venda gira em torno de US$ 1,5 bilhão e deve ser fechada ainda neste ano, segundo fontes.
O family office dos Sielecki tem negócios na indústria farmacêutica, petroquímica e de transporte de gás. Os Werthein também estão entre os mais ricos da Argentina, com um grupo quase centenário, que atua desde agronegócio a seguros. CGC e RM Parks atuam diretamente em combustíveis.
Na Argentina, a Raízen conta com a refinaria Dock Sud, a segunda maior da Argentina, com uma capacidade de 100 mil barris por dia, e opera uma rede de postos de combustíveis, uma fábrica de lubrificantes. A companhia adquiriu a refinaria da Shell em 2018 por US$ 1 bilhão.
A venda é parte da estratégia para desalavancar a Raízen, o que já envolveu também a venda de usinas de geração distribuída, a descontinuação da Usina Santa Elisa e a venda de toneladas de cana-de-açúcar para algumas usinas.
Procuradas, Shell, Cosan e Raízen não comentaram… leia mais em Pipeline 31/10/2025

