Após passar por uma fase de consolidação de 20 aquisições, a Alloha, empresa de fibra óptica controlada pela EB Capital, tem como foco agora melhorar a rentabilidade e a geração de caixa. Desde a chegada do novo CEO, Roger Solé, em agosto, a companhia promoveu uma série de ajustes operacionais, inclusive no time, que devem se refletir nos resultados até o quarto trimestre.

“Queremos fazer o básico bem feito”, diz Solé, para quem “o foco não está no crescimento a qualquer custo, mas no caminho da rentabilidade e de melhora dos indicadores operacionais”. A companhia teve prejuízo de R$ 63 milhões no terceiro trimestre contra lucro de R$ 27,6 milhões no mesmo período do ano passado.

O resultado foi prejudicado pelo efeito não recorrente de R$ 70 milhões no Ebitda, de R$ 124 milhões, decorrente de provisões referentes a ajustes como o corte de 560 colaboradores e o encerramento de contrato com assinantes inadimplentes. “Devemos capturar os efeitos positivos dessa otimização operacional no começo do ano que vem”, diz Felipe Matsunaga, CFO da Alloha.

A geração de caixa livre ficou positiva em R$ 20 milhões, o que foi suficiente para pagar o serviço da dívida. A companhia encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 2,6 bilhões e alavancagem financeira de 3,2 vezes, acima do limite de 3 vezes estabelecido em emissões de dívida da companhia que é auferido apenas no fim do ano. A empresa, contudo, já iniciou conversas com credores para pedir um waiver pelo descumprimento do covenant, apurou o Pipeline.

Atuando com a marca Giga+, a companhia conta com 1,5 milhão de clientes e é quinta maior empresa de fibra óptica do Brasil, oferecendo serviços de banda larga. A maior parte da carteira é de clientes B2C, que respondem por 85% da receita bruta da empresa, que encerrou o terceiro trimestre em R$ 500 milhões, alta de 12% frente ao mesmo período do ano passado.

A Alloha, contudo, vê espaço para crescer entre… leia mais em Pipeline 11/11/2025