A Reag Investimentos (REAG3) informou que, junto com a Arandu, vendeu para a Nova S.R.M. todas as suas quotas de emissão da Empírica Holding e da Empírica Cobranças. A empresa vinha negociando a venda da Empírica desde setembro.

A operação será paga em uma parcela fixa de R$ 2,5 milhões à vista, que será acrescida ao caixa líquido das sociedades, e em cinco parcelas variáveis semestrais que poderão somar R$ 22,5 milhões, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A compradora assumirá integralmente as parcelas contingentes de preço devidas pela empresa aos antigos sócios da holding por ocasião de sua aquisição. O valor em questão é estimado entre R$ 36 milhões e R$ 50 milhões.

“A operação está alinhada à estratégia da companhia de reordenar seu portfólio de participações para o desenvolvimento de seus negócios” afirma a Reag em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Contexto de compra e venda da Empírica pela Reag

A Reag Investimentos havia anunciado, em meados de junho, a aquisição da Empírica Investimentos, tornando-se a terceira maior gestora do segmento, com um valor de aproximadamente R$ 25 bilhões sob gestão.

O objetivo da aquisição, segundo a Reag, era “solidificar sua expertise no mercado de gestão de crédito, reforçando e consolidando seu papel como uma das principais gestoras de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) no Brasil”, afirmou em nota. Além disso, a integração buscava reforçar o compromisso da Reag em se posicionar como uma “plataforma completa e independente, eliminando intermediários bancários”.

Já em setembro deste ano, a Reag informou que assinou memorando de entendimentos (MoU) para a venda da totalidade das quotas da Empirica Holding, detidas pela companhia e pela Reag Partners, à Smart Hub Participações, holding da SRM Asset, em uma operação de R$ 25 milhões.

Além disso, informou que haveria a assunção integral das parcelas contingentes de preço devidas pela Reag Asset Management em virtude da aquisição da sociedade, estimadas entre R$ 36 milhões e R$ 50 milhões.

Em nota, a SRM destaca que a transação impulsiona os negócios, em um cenário de crescimento acelerado no mercado de estruturação de dívida, segmento onde a gestora é pioneira com a operação de Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDCs)… leia mais em E|Investidor 25/11/2025