Brasil atrai investimentos em data centers para IA
O Brasil avança para resolver gargalos e entrar na disputa global por novos data centers, especialmente aqueles de grande porte voltados para o processamento de sistemas de inteligência artificial (IA). Além das vantagens competitivas, como abundância de energia de fontes renováveis e infraestrutura de cabos submarinos, adotou políticas públicas como o Redata — que reduz tributos para importação de equipamentos – e pode reverter o déficit na balança de serviços de computação. “Hoje cerca de 60% dos dados de empresas brasileiras são processados fora do país, de acordo com dados do Ministério da Fazenda”, afirma Luís Tossi, vice-presidente da Associação Brasileira de Data Center (ABDC).
Em outubro, foi assinada a Medida Provisória que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center no Brasil (Redata) reduzindo tributos como IPI, PIS/Cofins e imposto de importação para equipamentos sem similar nacional, e que deve ampliar capacidade de computação em nuvem, processamento e armazenamento de dados. “O Brasil está se consolidando como um dos principais hubs de data centers para IA na América Latina, atraindo 75% dos investimentos regionais em infraestrutura de nuvem”, aponta Affonso Nina, presidente-executivo da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom).
Outro incentivo foi a aprovação do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportações (CZPE) para a instalação de cinco data centers na ZPE de Pecém, no Ceará, com investimentos da Casa dos Ventos estimados em R$ 571 bilhões… leia mais em Valor Econômico 28/11/2025

