Diversos segmentos do mercado brasileiro de beleza se transformaram nos últimos anos: skincare virou ritual, fragrâncias ganharam status de coleção e o consumidor passou a buscar experiência, não apenas função, segundo levantamento da Serasa Experian 2025. Mas uma categoria não acompanhou o ritmo: a de higiene bucal. Embalagens clínicas, poucas novidades e a sensação de que todo produto “é mais do mesmo”.

É nesse espaço que a oiwhite quer entrar. A marca brasileira de oral care, criada há dois anos pelos empreendedores suíços Luca Ernst e David Wiprächtiger, acaba de receber um aporte pré-seed de R$ 5 milhões, liderado por family offices e investidores privados internacionais, que vai financiar novas linhas de produtos. No total, a empresa já levantou R$ 6,7 milhões desde a fundação.

A rodada acompanha o ritmo acelerado do negócio: a startup cresce cerca de 30% ao mês. A aposta é transformar o cuidado bucal — especialmente o clareamento dental — em um produto de desejo, um “ritual estético”, e não apenas uma obrigação.

Um mercado gigante, mas pouco inovador

O Brasil tem um dos maiores mercados de higiene bucal do mundo, impulsionado por hábitos frequentes e pelo varejo de massa. Mesmo assim, inovação para o consumidor final é rara. “Enquanto skincare virou uma categoria vibrante, com design e sensorial, o oral care continua técnico demais. Nossa missão é fazer pelo sorriso o que o skincare fez pela pele”, diz Ernst.

A startup combina esse posicionamento de marca com uma base técnica de odontologia suíça. O pai e o irmão do sócio são dentistas e colaboram no desenvolvimento de fórmulas.o… leia mais em pegn 04/12/2025