A consultoria de transformação digital Nava, que tem entre seus clientes grandes empresas como Itaú e Unimed, acaba de ingressar no mundo do marketing com a compra da GH Brandtech. A aquisição é a primeira desde que a companhia recebeu um aporte da gestora Crescera, em dezembro do ano passado, e deve ser seguida por outras em 2026.

Fundada em 2007 por executivos que passaram pelo Vale do Silício, a GH se divide em três frentes de atuação: branding, growth e produtos digitais, sendo essa última a que mais coincide com a Nava, que oferece análise de dados, desenvolvimento de apps, cibersegurança e armazenamento em nuvem.

A aquisição é a primeira de uma série que a Nava planeja continuar no ano que vem, para levar o faturamento a R$ 1 bilhão até 2030, após um crescimento de R$ 90 milhões para R$ 400 milhões entre 2020 e 2025. “A entrada de um fundo como a Crescera, para apoiar esse crescimento, ajuda e acelera”, afirma o CEO da Nava, André Scatolini.

Ele avalia que a aquisição proporcionará um novo posicionamento para a Nava, pois “expande o impacto que a gente pode levar para o cliente, a nossa capacidade de gerar ROI mensurado”. O executivo vê na consultoria de branding um diferencial em relação a pares do segmento de negócios criativos: uma maior orientação para a evolução comercial dos clientes.

O diálogo entre as duas companhias começou no início deste ano, quando a GH conduziu o rebranding da Nava. Já a decisão pela união foi motivada pela complementaridade dos negócios e pela compatibilidade das culturas corporativas, segundo o CEO da GH, Gustavo Hansel. “Nós também estávamos buscando uma plataforma para crescer”, conta.

Recentemente, a GH desenvolveu o site da corretora Ativa e a estratégia publicitária para o e-commerce da varejista de calçados Santa Lolla. Tanto a Nava quanto a GH já trabalham com inteligência artificial na caixa de ferramentas. Olhando à frente, Hansel vê uma oportunidade de negócio relacionada às próximas evoluções dessa tecnologia.

“Existe todo um horizonte de possibilidades de como vamos ressignificar a vida das empresas, por meio de modelagens de negócio que serão absolutamente calcadas em novas inteligências artificiais”, comenta.

A integração entre as companhias será gradual — a princípio, elas permanecerão alocadas nos escritórios onde estão hoje. Scatolini diz que o objetivo não é apenas absorver a GH, mas “potencializar sinergias e fortalecer o que cada estrutura já tem”… leia mais em Pipeline 11/12/2025