Em meio ao aquecimento das operações de fusões e aquisições envolvendo empresas de médio e grande portes nas regiões Norte e Nordeste, a Pequod Investimentos anunciou a criação da Pequod Corporate Advisory, divisão dedicada exclusivamente a M&A, captações de recursos e emissões de títulos corporativos. O novo braço do grupo passa a oferecer assessoria técnica para companhias interessadas em vender participações, atrair sócios estratégicos ou estruturar operações de dívida no mercado financeiro.

Com a iniciativa, a Pequod amplia sua atuação para um segmento ainda pouco explorado pelos grandes bancos de investimento, que concentram seus esforços majoritariamente no eixo Rio–São Paulo. Fundada há seis anos, a casa já administra mais de R$ 4 bilhões em ativos e projeta, para os próximos cinco anos, movimentar cerca de R$ 1 bilhão em operações de fusões e aquisições e até R$ 2,5 bilhões em renda fixa por meio da nova divisão.

A Pequod Corporate Advisory tem como público-alvo empresas com faturamento entre R$ 30 milhões e R$ 2 bilhões, especialmente em polos econômicos que atravessam um ciclo consistente de expansão. Estados como Pernambuco, Bahia e Ceará estão no radar, impulsionados por uma nova geração de empresários que detém o chamado “dinheiro novo” e busca acelerar o crescimento dos negócios por meio de Ofertas Públicas Iniciais (IPOs) e transações de fusões e aquisições (M&A). No Norte, Rondônia desponta como praça estratégica, apoiada pela forte produção de soja e milho.

“O empresariado do Norte e Nordeste está cada vez mais sofisticado e em busca de alternativas de capitalização. O momento é bastante favorável para quem deseja consolidar operações e atrair, por exemplo, fundos de private equity”, afirma Diogo Velho Barreto, sócio-fundador da Pequod.

Portfólio de serviços e foco regional

O portfólio da nova área corporativa inclui compra e venda de participações societárias, busca por investidores financeiros e estratégicos, além da estruturação de operações de dívida, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e emissões de debêntures. A atuação será voltada exclusivamente ao público pessoa jurídica.

Segundo a empresa, as transações terão perfil semelhante às conduzidas por grandes consultorias e auditorias globais, como PwC, KPMG e Deloitte, com foco em governança, rigor técnico e modelagens financeiras robustas, adaptadas às particularidades regionais.

Do ponto de vista setorial, a Pequod enxerga oportunidades relevantes em companhias ligadas às cadeias produtivas do agronegócio, tecnologia e negócios de impacto social e governança ambiental. Um dos principais exemplos é a região de Matopiba, considerada a nova fronteira agrícola do país, formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que já responde por cerca de 13% da safra nacional de grãos.

O avanço do agronegócio em Matopiba também tem impulsionado o desenvolvimento do Arco Norte, complexo logístico formado por portos e modais de transporte localizados no Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Maranhão. A demanda por escoamento de algodão, soja e milho tem atraído investimentos e ampliado o interesse de agentes financeiros pela região.

Liderança da nova divisão

Para liderar a Pequod Corporate Advisory, o grupo se associou a Arthur Meyer, executivo com mais de 20 anos de experiência nas áreas de private equity e wealth management. Meyer foi vice-presidente de Investment Banking do Santander e acumulou passagens por instituições como BTG Pactual e Vinci Partners, onde liderou mais de 20 transações envolvendo aquisições, vendas de participações e captações de recursos.

Graduado em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco, o executivo possui a certificação internacional CFA (Chartered Financial Analyst), considerada uma das mais completas do mercado financeiro global.

“Com a Pequod Corporate Advisory, vamos entregar um padrão técnico de excelência para empresas de médio e grande portes. Nosso diferencial está no DNA regional e no conhecimento aprofundado da dinâmica econômica do Norte e do Nordeste”, afirma Meyer.

Segundo o executivo, há um amplo espaço a ser explorado tanto entre grandes companhias, muitas vezes mal atendidas pelos bancos de investimento tradicionais, quanto entre empresas médias que crescem rapidamente, mas ainda carecem de … leia mais em InfoMoney 16/12/2025