Triaxis, dos fundos Criatec do BNDES, quer duplicar aportes em 2026
A casa de venture capital Triaxis tem à disposição mais de R$ 400 milhões para alocar em pelo menos 15 startups em estágio inicial no próximo ano, o dobro do número de cheques de 2025. A gestora dos fundos Criatec II e IV – que têm o BNDES como âncora – junto da Crescera Capital quer apostar principalmente no segundo deles, lançado em 2023, subindo de R$ 290 milhões para R$ 300 milhões.
Neste ano, a Triaxis fez aportes em Gibb, Clínica Experts, Informarket, Proffer (em follow-on), Onpoint, DS Marketing e SleepUp. “Só fizemos um número tão grande de investimentos em 2015”, afirma Reinaldo Coelho, sócio-fundador da firma, com três aportes já planejados e que levantou um novo fundo, de R$ 130 mmilhões, com a Crescera e ancorado por Finep e Banco do Nordeste (BNB).
O objetivo do FIP Nordeste Capital Semente é reduzir a mortalidade de startups distantes do eixo Rio-São Paulo, com primeiro aporte previsto para 2026 e dois nomes já em fase de diligência.
A retomada da Triaxis acontece após um 2024 em que fez apenas um cheque – o primeiro na Proffer – e se concentrou na adaptação da tese a um mercado mais exigente com os unit economics das startups, e na superação de problemas encontrados na diligência dos acordos, segundo Coelho. “As startups estão focando muito no relacionamento e se esquecem de arrumar a cozinha. Estamos sendo bem mais criteriosos nesse processo de análise.”
Outro fator para a pausa foi justamente a construção de relacionamento com as startups, afirma Julia Bertini, partner que entrou para a Triaxis em 2024 para reestruturar o Criatec IV e, desde então, tem ajudado na decisão de investimentos. “Além das teses da gestora, temos um trabalho de monitoramento das empresas e de conhecer os fundadores para encontrar quem nos brilha os olhos.”
Tanto no Criatec IV quanto no FIP Nordeste, Coelho quer replicar a estratégia do Criatec II. A Triaxis surgiu em 2012 a partir da união de três sócios responsáveis pela gestão do primeiro Criatec, lançado em 2007 com R$ 100 milhões do BNDESPar e BNB. Já sob a marca, o Criatec II, de R$ 186 milhões, foi lançado em 2013 e está em fase de desinvestimento. Dos 35 aportes, 12 negócios ainda precisam ter saídas realizadas. Segundo Coelho, o veículo já retornou mais de R$ 330 milhões para os investidores…. leia mais em Pipeline 18/12/2025

