A aposta de Marcelo Giufrida em energia solar
Marcelo Giufrida ficou conhecido por sua carreira no mercado financeiro – passou mais de uma década no Banco CCF Brasil, outra à frente da gestora do BNP Paribas no Brasil e mais uma na Garde Asset, presidindo a Anbima nesse meio tempo por dois mandatos. Mas, agora, o que tem lhe renovado as baterias não é a boa e velha gestão de recursos e sim o mercado de energia.
Giufrida é sócio da GBZ Energia, criada há dois anos com os também veteranos Marcelo Bernardini e Alexandre Zamith, que já passou por empresas como Alstom Power, ABB e Votorantim. “Quando estava em gestora, um dos setores que mais investia era o de energia”, conta Giufrida, que é engenheiro de produção de formação.
A companhia de geração distribuída acaba de fechar a compra de uma usina solar no Rio Grande do Sul por R$ 30 milhões. A nova planta, localizada no município gaúcho de Itaqui, pertencia à HCC. Tem capacidade de 6,7 MWp e já está operacional, com contratos de venda de energia por 15 anos para clientes corporativos.
A aquisição se soma a outras cinco usinas de energia solar da GBZ, localizadas em Minas Gerais, Bahia e Paraná, que já produzem aproximadamente 6 MWp. O objetivo da GBZ é atingir 100 MWp em três anos, que devem demandar R$ 500 milhões em investimentos. “Devemos alcançar já 25 MWp de capacidade no ano que vem”, diz Bernardini, que é CEO da companhia.
A GBZ reuniu R$ 50 milhões entre capital dos sócios e de outros investidores para os primeiros projetos e pretende financiar os restantes com o fluxo de caixa das plantas já operacionais. A companhia também avalia captar recursos no mercado por meio de títulos incentivados de infraestrutura, que oferecem benefício fiscal ao investidor.
“Está nos nossos planos. São produtos que oferecem um retorno interessante, atrelado à inflação, com um prazo de retorno relativamente curto, de dois anos”, diz Giufrida.
A GBZ solicitou acesso para todos os projetos antes de janeiro de 2023, garantindo o benefício fiscal para os projetos até 2045. Bernardini vê grande potencial de crescimento do mercado de geração distribuída com a abertura do mercado livre de energia, que permite às empresas escolherem seu fornecedor e, assim, reduzirem seus custos.
A estimativa do setor é que um universo potencial de 200 mil empresas de pequeno e médio porte que poderá acessar esse mercado com a mudança da regra… leia mais em Pipeline 18/12/2024

