Quanto vale uma ideia? Há alguém disposto a investir nela? Se você for da Rappi máfia, alcunha que designa um grupo cada vez maior de funcionários que beberam da cultura de empreendedorismo do unicórnio colombiano e saíram para criar o próprio negócio, as chances são boas.

Jack Sarvary é um deles. Depois de seis anos em algumas das funções mais importantes na Rappi, o americano se juntou ao ex-Tesla Billy Blaustein para fundar a Leoparda Eletric, uma startup que nasce com a promessa de popularizar as motos elétricas na América Latina.

Mesmo sem ter saído do papel, a startup já conseguiu levantar recursos com investidores tarimbados, ilustrando a confiança dos fundos no histórico dos empreendedores. Ao todo, a Leoparda levantou US$ 8,5 milhões em uma rodada liderada por Monashees e Construct Capital, gestora americana especializada em mobilidade.

O aporte contou com a participação de investidores do porte do ex-Softbank Marcelo Claure e anjos de startups ligadas à mobilidade, como Rappi, Tesla, Uber, Kavak e Kovi. O grupo de investidores também inclui a Auteco, maior importadora de motos da Colômbia, e os fundos K50 Ventures e Climate Capital.

A Rappi máfia chega às motos elétricas
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Com os recursos, Sarvary e Blaustein pretendem construir uma solução de motos e baterias elétricas por assinatura, com um foco especial na geração de economia para os entregadores de aplicativos. A ideia é oferecer um serviço de ponta a ponta: revenda de motos elétricas, manutenção, seguro e garantia de uma bateria pronta para uso a qualquer momento.

Começando por São Paulo, uma das cidades com mais motos da América Latina, a Leoparda vai instalar pontos de recarga pelo centro. Em cada um deles, o cliente poderá trocar sua bateria descarregada por outra recarregada quantas vezes quiser. O serviço será parte uma assinatura mensal. O preço ainda não foi definido, mas a startup promete que o entregadores sairão no lucro, gastando menos com combustível.

“Queremos minimizar os efeitos das mudanças climáticas e as emissões de carbono fazendo isso de forma a ajudar essa parte marginalizada da população a reduzir seu custo mensal para que possam colocar mais dinheiro dentro de casa”, diz Sarvary.

A opção de venda da moto elétrica, com pagamento mensal do restante dos serviços, também está na mesa, mas não deve ser a mais escolhida já que ela só pode ser usada com a própria bateria oferecida pela startup.

A ideia de começar pela América Latina, e sobretudo pelo Brasil, se explica pela frota de 50 milhões de motos do continente… leia mais em Pipeline 13/09/2022