A saída de Roelof Botha da liderança da Sequoia Capital marca o fim de um ciclo e o início de uma nova era para o venture capital. À frente da firma desde 2022, o executivo foi o responsável por conduzir a Sequoia em um dos períodos mais turbulentos da história recente do setor — marcado pela desaceleração dos valuations de tecnologia, pela separação de suas operações na China e Índia, por disputas internas e, principalmente, pela ascensão da inteligência artificial, na qual a gestora não conseguiu se destacar como líder.

Agora, com Alfred Lin e Pat Grady assumindo o comando como co-stewards, a transição simboliza mais do que uma mudança de liderança: representa um ajuste estratégico em um mercado que deixou de premiar apenas reputação e passou a exigir timing, adaptação e visão global. A dupla esteve por trás de algumas das apostas mais lucrativas da Sequoia em IA e outros setores.

Historicamente, a Sequoia sempre ocupou o topo da cadeia de prestígio do venture capital. Ser financiado pela firma era um selo de validação, uma chancela de que o negócio tinha o potencial de se tornar o próximo grande nome da tecnologia. No entanto, a Sequoia, que investiu cedo em empresas como Google, Apple, YouTube e Airbnb, vem perdendo o protagonismo na nova fronteira da IAleia mais em Startups 07/11/2025