O ABC Brasil criou sua própria gestora, a Visio, para entrar no ramo dos ativos estressados. Por meio de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC), a asset compra carteiras de crédito, com foco em pessoas jurídicas. Segundo o CEO da empresa, Godofredo Barros, não há restrição de tamanho e setor. “Vamos de R$ 40 mil a R$ 3 milhões, e posso também comprar uma carteira acima de R$ 1 bilhão.”

O banco tem o controle da Visio, em sociedade com Barros, que em 2010 fundou a Ipanema Credit Management, especializada no segmento. A empresa foi comprada pelo Santander em 2017, rebatizada de Return Capital e Barros se tornou diretor de desenvolvimento de negócios. O executivo ficou no Santander até 2019. Entrou no ABC ao fim do período de dois anos de não concorrência, como diretor da área de recuperação de crédito. Ele conta que em 2023 fez a primeira aquisição no banco e de lá a carteira veio crescendo, até a decisão de montar a Visio.

O mercado é muito focado em carteiras de grandes bancos e acaba existindo uma barreira para médias ou grandes empresas venderem carteiras. Nós vamos de PJs pequenas a grandes, basta ter inadimplência.” Há também a possibilidade de compra de carteiras de pessoas físicas, mas em patamar menor… leia mais em Valor Econômico 03/06/2025