AGBI e Tivio se unem em fundo de terras agrícolas
A AGBI Real Assets e a Tivio Capital estão levantando um fundo de R$ 300 milhões com investidores profissionais para comprar terras degradadas que podem ser recuperadas para exploração agrícola.
É o quarto fundo da AGBI, que já executou mais de R$ 420 milhões em transações de terras. A Tivio, por sua vez, gere R$ 30 bilhões, dos quais cerca de R$ 8 bilhões em teses de mercado imobiliário, metade em fundos listados.
“Juntamos forças: eles, com o campo, e nós, com o mercado”, diz Adriano Mantesso, chefe da área imobiliária da Tivio, gestora originada de joint venture entre Bradesco e o banco BV.
Desde a época em que trabalhou no canadense CDPQ, Mantesso acompanha os investimentos em terras para exploração agrícola. “O real estate farmland ainda muito informal mas vem atraindo cada vez mais players institucionais e a AGBI tem histórico nisso”, diz Mantesso.
No planejamento inicial, o fundo viria a mercado em busca de R$ 700 milhões. Mas o chacoalhão de preços dos ativos – com a correção nos Fiagros principalmente por eventos de crédito de alguns produtores, além de discussões tributárias e alta taxa de juros -, acabou levando as gestoras a optarem por um fundo menor inicialmente e que, conforme a demanda, pode fazer nova tranche.
“Quase 90% dos Fiagros oferecidos no mercado eram de crédito. Aqui, a tese é de ativo real, numa lógica de private equity”, diz Gustavo Fonseca, sócio da AGBI. Uma das oportunidades é transformar a terra de pastagem degradada em uma área adequada para cultivo de grãos e também aproveitar que há mais restrição de liquidez nesse mercado. “Há crédito para produção, mas não para comprar terras, e muitos negócios são familiares”.
No caso da terra, o aumento de produtividade traz consequentemente aumento de preço, segmento cujo ajuste médio anual bate a inflação. A AGBI tem 1,3 mil ativos mapeados em seu pipeline, um trabalho que começou com monitoramento de dados públicos e foi evoluindo para um software de cruzamento de informações.
“Quando entramos nesse mercado do agro, não era pop e nem era tech. É o nosso core: a gente come terra todo dia”, brinca Fonseca, que atua há mais de uma década na área. “Vimos a oportunidade de fazer na propriedade rural aquilo que foi feito com os imóveis urbanos há 20, 30 anos. O investimento traz melhoria para o ativo e ganhamos na revenda.”… leia mais em Pipeline 09/10/2025

