Arandu, antiga Reag Investimentos, vende gestora de fortunas para CVPar
A Arandu (ex-Reag Investimentos) fechou acordo com a CVPar Investimentos para vender duas empresas da área de wealth management, que somam cerca de R$ 5 bilhões em ativos sob gestão, apurou o Pipeline.
A firma de Cláudio Vale já estava próxima dos sócios da Arandu: foi a CVPar quem assessorou os executivos na compra de controle, antes detido pela holding de João Carlos Mansur.
A área de gestão de fortunas da Arandu teve origem na aquisição da Rapier – que era liderada por Dario Tanure, atual CEO da Arandu -, da Quadrante e da Hieron. A transação com a CVPar envolveu a venda da Hieron e da Quadrante pela Arandu WM Gestora de Patrimônio e Reag Trust Partners, ambas controladas pela Arandu Investimentos.
O valor da aquisição é de R$ 4,3 milhões à vista no fechamento da transação, mais até R$ 700 mil caso a receita operacional bruta mensal consolidada das sociedades exceda a R$ 1,1 milhão. Além disso, a CVPar está assumindo R$ 17 milhões em dívidas devidas pela Arandu. Há ainda um valor pendente, que será pago dependendo do desempenho da empresa (earnout) em até dois anos.
Nesse combo, o valor total da transação não pode ficar abaixo de R$ 22 milhões e, no teto, pode alcançar R$ 40 milhões de equity value, apurou o Pipeline.
A CVPar tinha, em outubro, R$ 1,13 bilhão em ativos sob gestão, principalmente em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). A nova área vai complementar a atuação da empresa de investimentos, que inclui reestruturação de dívida e assessoria para M&As. Com a chegada da Quadrante, os ativos sob gestão atingem R$ 7 bilhões.
“A aquisição marca a entrada da CVPar na área de gestão de patrimônio, numa operação que trará grandes sinergias. Ter uma wealth era um desejo antigo”, disse Vale, fundador da CVPar, em comunicado.
No acordo, a equipe de 23 colaboradores da Quadrante permanece nas operações. A área de de wealth management na CVPar será liderada por Edson Inácio da Silva, que era da Quadrante. O acordo preliminar com a CVpar tem prazo de 60 dias para assinatura dos contratos definitivos.
A cisão e a mudança de nome da Arandu se deu após o grupo Reag ser alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em setembro, que investiga uso de fundos de investimento para lavagem de dinheiro do PCC. A Arandu vendeu recentemente a gestora Empírica e ainda negocia a alienação de um portfólio de FIDCs… leia mais em Pipeline 04/12/2025

