BluStone atrai Ultra e grupo argentino em fundo para logística
A gestora de venture capital BluStone concluiu a captação do seu segundo fundo de investimento, levantando US$ 12,5 milhões cujo destino são startups de logística e de supply-chain. Os dois investidores âncora do fundo são o brasileiro Grupo Ultra e o grupo financeiro argentino Murchison.
Os segmentos alvo do fundo ainda são pouco explorados pelo venture capital no Brasil, na visão da gestora. “Existe a percepção de que esse setor não é sexy”, diz Carlos Lopes, fundador da BlueStone. Desde 2020, a gestora investe em startups que buscam resolver problemas da economia real, como negócios que se proponham a resolver gargalos de motoristas, armazéns e de entregas.
“Temos oportunidade de trazer mais tecnologia e inovação para um setor de margens baixas e que, na América Latina, é mais atrasado, com pouca digitalização e muito papel e caneta”, diz Lopes.
A captação do segundo fundo foi iniciada em 2023 e soma mais de 100 cotistas e maior fôlego financeiro – ainda que o montante seja pequeno no comparativo de mercado, é quase sete vezes o primeiro fundo, de R$ 10 milhões. No portfólio desse veículo estão cinco investida: Zax, Cubbo, GoFlux, Elevva e Cannect.
A gestora também já começou a investir o segundo fundo. Já aportou, por exemplo, na mexicana OCN, unicórnio que aluga carros para motoristas de aplicativo e que planeja iniciar operação no Brasil em 2026, e na plataforma PX Center — neste ano, ambas levantaram série B com a Portage Ventures e a Bicycle Capital, respectivamente.
Lopes fundou a BluStone com Pedro Vásquez, que conheceu no Pátria quando desenvolveram a tese da consolidadora Delly’s, distribuidora de logística e food service que se tornou um dos maiores nomes da América Latina. Os dois saíram da operação há cinco anos e se tornaram investidores-anjo em startups de logística, até abrirem a gestora.
“As empresas do nosso portfólio estão crescendo, em média, 100% ao ano e estão performando superbem. Então, nossa tese vai seguir igual”, afirma Lopes. Cerca de um terço do capital levantado com o novo veículo está dedicado para follow-on, já que a maioria do portfólio se prepara para uma nova rodada.
O fundo deve fazer cinco a seis cheques em 2026 e repetir a mesma meta em 2027 em um mercado endereçável de pelo menos 300 empresas no Brasil. O valor deve variar de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões… leia mais em Pipeline 11/12/2025

