O Buddha Spa acaba de fechar a aquisição da rival Espaço Prana, rede paulista com cinco unidades na capital. Não é um M&A isolado: o grupo de tratamentos estéticos e massagens traçou a meta para lá de ambiciosa de ser a maior marca global do setor em 10 anos. Para isso, precisa bater a americana Massage Envy, que hoje tem mais de 1,1 mil unidades.

No Buddha, são 140 estabelecimentos e as aquisições podem ajudar a acelerar essa expansão. Na Prana, a transação e a conversão dos espaços à marca somarão R$ 7,5 milhões, o valor mais alto desembolsado em um M&A pelo Buddha. Já foram seis aquisições até agora.

A marca quer crescer em shoppings, justamente onde estão as unidades da Prana e, de quebra, tira do mercado um concorrente em ascensão. “A Espaço Prana vinha num processo de crescimento com abertura de franquias. Vimos a oportunidade de unir o útil ao agradável, nos antecipando a uma eventual destruição do valor do nosso negócio por causa de um concorrente potencial”, conta Gustavo Albanesi, fundador e CEO do Buddha Spa.

Das cinco unidades adquiridas, uma deve ser convertida em franquia integral do Buddha Spa e as outras quatro vão operar em modelo híbrido – a franqueadora entra com 51% a 60% da sociedade, realizando a gestão de caixa e de finanças da unidade, e o franqueado toca a operação como minoritário. Na marca Buddha já são três unidades nesse formato.

Desde 2010, a companhia de spas urbanos comprou redes pequenas localizadas em bairros paulistanos como Jardins, Perdizes ou Brooklin. Também adquiriu a carioca Espaço Thai, com cinco unidades, e tem outros nomes no radar. “Temos 10 anos para ser a maior rede do mundo”, diz Albanesi, ponderando que não tem dados do mercado chinês. “Já estamos entre as cinco maiores redes. Logo alcançamos a primeira colocada.”

Para se tornar global, a Buddha Spa aposta em três alavancas. A primeira é ampliar o número de lojas pelo Brasil, abrindo de três a cinco lojas por mês até o fim deste ano, chegando a cerca de 170 pontos no país. A empresa tem mais 270 pontos mapeados pelo Brasil como praças potenciais.

“A cultura de bem-estar vem se ampliando no país, então vejo facilmente o número de 500 unidades”, diz o empresário sobre o médio prazo. A receita, que chegou a R$ 150 milhões no ano passado com um crescimento de 50%, deve crescer 40% este ano, na projeção da companhia.

O próximo passo é internacionalizar o negócio pela América Latina. Albanesi negocia uma aquisição no Chile, ao mesmo tempo em que mira Argentina, Colômbia e Guatemala. A expectativa é inaugurar a marca em ao menos um desses países até o início do ano que vem e replicar o modelo de franquias no que a companhia chama de “oceano azul de oportunidades”.

Além disso, o Buddha Spa começa a estruturar uma escola de massoterapia, apontando a entrada da companhia no segmento educacional. Segundo Albanesi, o objetivo é fomentar a formação de profissionais na área, resolvendo um obstáculo importante para expansão.

“Nosso calcanhar de Aquiles é mão de obra, então é estratégico formar pessoas que não são da área, porque temos limitação no número de massoterapeutas”, explica o CEO. O Buddha Spa College, na avenida Angélica, está em obras há cinco meses e vai demandar investimento de R$ 9 milhões… leia mais em Pipeline 12/06/2025