O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu o julgamento sobre a fusão entre BRF e Marfrig, mas foi formada maioria pela aprovação sem restrições. Falta o voto do conselheiro Carlos Jacques, que pediu vista.

O voto da maioria descarta um ponto que havia sido destacado pelo relator, conselheiro Gustavo Augusto, que ficou vencido. Ele também votava pela aprovação, mas impedindo que o Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic), por meio de sua subsidiária Salic International Investment Company (SIIC), exercesse direitos políticos. A maioria não analisou esse ponto.

A participação societária do fundo foi levantado pela Minerva no processo que analisa a fusão. Segundo a empresa concorrente, no modelo atual, haveria hipótese de influência relevante em concorrentes diretos do mercado de carne bovina in natura por parte fundo que também tem participação na Minerva.

A participação foi destacada pelo advogado da Minerva, o ex-conselheiro Luiz Hoffmann, em sustentação oral realizada na sessão desta quarta-feira. “Haverá sim a presença efetiva da Salic no cenário pós operação”, afirmou. O advogado também destacou como problemas concorrenciais o poder de compra mais forte das empresas e o reforço de portfólio, já que BRF e Marfrig juntas têm 37 marcas.i… leia mais em GloboRural 20/08/2025