A Colossal Biosciences, startup de biotecnologia sediada nos Estados Unidos, acaba de levantar US$ 120 milhões em uma nova rodada de investimento. O objetivo? Dar continuidade ao ambicioso projeto de “desextinção” do dodô, ave endêmica das Ilhas Maurício, extinta desde o século XVII. Com o novo aporte, a avaliação de mercado da empresa ultrapassa a marca de US$ 10 bilhões, informa a Bloomberg.

Entre os investidores que apostaram na iniciativa está o cineasta Peter Jackson, conhecido pela trilogia “O Senhor dos Anéis”. Também participam fundos de tecnologia e nomes relevantes do setor de inovação, como o US Innovative Technology Fund e Robert Nelsen, cofundador da ARCH Venture Partners. A empresa ficou conhecida por anunciar a “desestinção” do L.

Como a empresa pretende reviver uma espécie extinta

O projeto da Colossal aposta em uma combinação de engenharia genética e reprodução assistida para ressuscitar o dodô. O ponto de partida é o pombo-nicobar, parente próximo da ave extinta. A empresa afirma ter conseguido cultivar em laboratório células germinativas primordiais desse pombo, um avanço considerado inédito na ciência de aves.

Essas células são fundamentais porque darão origem a espermatozoides e óvulos geneticamente modificados com traços do dodô. A expectativa é que, a partir desse processo, seja possível gerar ovos com características compatíveis com o animal extinto. A Colossal acredita que poderá apresentar um exemplar do dodô em cinco a sete anos.

Preservação de espécies e infraestrutura científica

Além da meta de ressuscitar o dodô, a empresa pretende aplicar a tecnologia desenvolvida em projetos de conservação de espécies ameaçadas. Parte do capital levantado será direcionado à construção de um centro de pesquisa em aves no … leia mais em Época Negócios 17/09/2025