A fintech Credituz, de originação de crédito e de gestão para o mercado imobiliário, está levantando R$ 31 milhões com uma única missão: salvar pelo menos o “S” do ESG – que, após o hype dos últimos anos, ameaça virar palavrão no mundo corporativo com a volta de Donald Trump ao poder.

Essa é a primeira rodada de investimento da Credituz, que nasceu em janeiro de 2024 em Goiânia pelas mãos do founder Pedro Braz, que opera o negócio junto com Lídia Alla, a COO. O cheque seed traz três investidores-anjos: Marc Slezynger (herdeiro de Henri Slezynger, da Unigel, e hoje CEO da incorporadora Ravic), Fabio Alperowitch (da Fama re.capital) e Claudia Massei (ex- CEO da Siemens em Omã).

A Credituz trabalha para descomplicar a tomada de crédito imobiliário por grupos marginalizados, como empreendedores negros. Por meio de open finance, bases de dados públicas socioeconômicas e geográficas, e IA, a startup tenta remover vieses nos algoritmos de concessão de crédito conhecidos de outras fintechs, como raça, localização, renda e profissão.

“Em uma análise tradicional, uma pessoa é penalizada pelos algoritmos a partir do CEP, se mora em uma região de risco, por exemplo”, explica o fundador da Credituz. “Usamos dados reais de estruturas financeiras reais, então conseguimos ser mais assertivos ao prospectar clientes.”

Parte do aporte chega para melhorar a plataforma multibanco da empresa (por onde imobiliárias fazem a gestão dos negócios). Outra fatia vai para aumentar a originação de crédito imobiliário para R$ 20 milhões, com objetivo de chegar ao breakeven até o fim do ano. Nos próximos meses, a startup aposta em crescer no estado de São Paulo.

Braz conta que sentiu na pele a dificuldade de começar um negócio. Negro e gay, o empreendedor se formou em engenharia civil e iniciou sua carreira em 2018, com uma startup de crédito focada no segmento, mas fechou a operação antes da pandemia. Em 2021, passou pela asset do BTG Pactual, na área de crédito. Fez MBA na USP e passou por programas da Y Combinator, do MIT e da Harvard Business School.

“Já tentamos crédito no passado, mas não conseguimos. Muito do que fazemos hoje é de uma dor do que já vivenciamos”, diz Braz… leia mais em Pipeline 28/04/2025