A partir de 2027, as empresas brasileiras deverão reportar dados de sustentabilidade com o mesmo nível de exigência das demonstrações financeiras. A medida, baseada nas novas normas do ISSB (International Sustainability Standards Board), transforma o papel da contabilidade e coloca o Brasil na vanguarda da regulação climática e socioambiental.

“Reportar sustentabilidade deixou de ser uma ‘cartelinha de marketing’ e passou a ser algo sério, inclusive para os reguladores”, afirmou Vania Borgerth, conselheira e vice-coordenadora do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), durante evento realizado pela equipe do curso ESG e Stakeholders na Fundação Instituto de  Administração (FIA) sob o tema “ESG em Debate : Maturidade, Tensões e Transformações Sistêmicas”. Na ocasião, houve o lançamento do novo livro (#Vivipraver 2) da especialista em Sustentabilidade e conselheira de empresas Sonia Consiglio, colunista do Valor Investe.

Segundo Borgerth, a grande virada está na forma como a contabilidade passa a incorporar as dimensões ESG — ambientais, sociais e de governança — à análise financeira. A Resolução 193 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) incorpora à regulação das companhias abertas as normas CBPS 01 (IFRS S1) e CBPS 02 (IFRS S2), que iniciam a integração das informações financeiras e sustentáveis. “As normas ISSB S1 e S2 não são normas de sustentabilidade. São normas contábeis. Isso muda tudo”, destacou…. leia mais em Valor Econômico 09/07/2025