Com fundo novo, DGF aposta na gestão de multas da Frota 162
A gestora de venture capital DGF liderou uma rodada na startup Frota 162, o primeiro aporte de seu oitavo fundo. O veículo colocou a maior parte dos US$ 2 milhões (cerca de R$ 12 milhões), completados ainda pela carioca Opus e pela Ace, que já estava na base acionária.
“Começamos a falar no final de 2022, eles tinham começado a companhia, um estágio ainda anterior ao que a gente costuma investir. Mas gostávamos da tese e seguimos conversando, nos atualizando, vendo a empresa atingir seus milestones”, conta Henrique Ferreira, sócio da DGF. “Teve namoro antes de casar”, emenda Marcelo Lemos, fundador da startup.
Assim como na primeira captação, um pré-seed de US$ 600 mil em 2023, a Frota 162 queria investidores que, de preferência, já viveram o outro lado do balcão. “Eu gosto muito de trabalhar junto e quem tem a ótica de empreendedor contribui de verdade”, diz Lemos.
Aos 38 anos de idade, ele acumula 20 na jornada empreendedora, entre uma software house, um aplicativo de parcelamento de compra de veículos e a Frota, batizada com o número da casa onde nasceu. “Para mim, é a taxa de crescimento que a empresa vai passar a ter”, provoca o novo sócio.
Lemos já tinha criado uma rede de relacionamento no mercado automotivo com o app e se impressionava com a reclamação generalizada – e longeva – sobre a burocracia, controle de multas, impostos. E resolveu arriscar uma solução para frotistas, locadoras e transportadoras. “As empresas estão basicamente usando Excel. O software economiza 80% do tempo e até 40% dos gastos nessa linha de despesa. É ROE no primeiro mês”, garante.
Muitas vezes a economia vem com campanhas de conscientização no ambiente corporativo ou com o melhor controle dos prazos de vencimento, para evitar juros em multas e IPVA, por exemplo. “A visibilidade do gasto já traz um ganho de eficiência. Um cliente tinha 400 multas em pedágio e descobriu que eram seis ônibus de sua frota em que esqueceram de colocar a tag de pagamento no para-brisa, e estavam passando sem pagar. Outro tinha 250 multas porque o caminhão transitava em um trecho de rua não permitido e era só mudar a rota de saída da garagem da direita para a esquerda”, exemplifica.
A Frota 162 entra no cliente por meio dessa solução de controle de infrações, o que torna seu custo de aquisição de clientes e ciclo de vida do cliente (LTV) atrativos. Num universo de 12 milhões de veículos, a companhia estima não ter ainda 2% de market share – o que explica porque o aporte financeiro visa continuar nessa jornada.
A meta é chegar a 10% do mercado. No ano passado, a Frota comprou a carteira de EasyCarros e avalia outras oportunidades de consolidação no mesmo produto. “São mais de cinco mil órgãos de trânsito no Brasil. A maioria das empresas ainda nem percebeu o dinheiro que está indo pelo ralo”, diz o empreendedor.
Mas a startup também ambiciona expandir a plataforma com serviços financeiros, manutenção de veículos ou abastecimento e ir além do mercado brasileiro.1… leia mais em Pipeline 23/04/2025

