O Cade solicitou uma série de informações adicionais à EMS para deliberar sobre o pedido da companhia de indicar membros para o conselho de administração da concorrente Hypera. Como a companhia tem 15 dias para responder e o órgão antitruste mais 15 para analisar e deliberar, a farmacêutica de Carlos Sanchez deve assim perder o prazo para eventual indicação e votação na assembleia geral ordinária (AGO) que elegerá o novo board, agendada para 25 de abril.

A Superintendência-Geral do Cade faz menção no parecer de hoje ao fato de que um uso de direitos políticos “relativos à participação adquirida por meio de oferta pública” pela EMS sem sua deliberação seria considerada gun-jumping, portanto ilegal, referindo-se à oferta hostil feita em outubro. No entanto, a farmacêutica não realizou compras desta forma, já que a OPA não foi realizada.

Por esse item, a EMS não estaria automaticamente impedida, mas a empresa precisa fornecer dados detalhados sobre participações de mercado em diferentes segmentos de medicamentos, inclusive sobre aqueles ainda em desenvolvimento, para aí sim ter ou não aval do Cade – o que pode não acontecer em tempo hábil da AGO.

A manifestação do Cade vem depois de um pedido da Hypera ao órgão, em que a farmacêutica argumentou que a EMS omitiu um histórico relevante para a análise concorrencial – caso da proposta feita no fim do ano passado para um fusão dos negóciosleia mais em Pipeline 09/04/2025