Entrypoint quer ser o Vale do Silício tropicalizado do venture capital
A fórmula é conhecida: o empreendedor vê um produto ou serviço no exterior e lança iniciativa similar local, com as adaptações necessárias. O problema é que nem sempre a ponta financeira acompanha essa tropicalização. É aí que a gestora recém-lançada Entrypoint Ventures quer fazer a diferença.
“Temos um mantra de que precisamos beber do Vale do Silício, mas não dá para trazer tudo para cá. Nossa realidade é muito diferente em capital, cenário macroeconômico, retorno, qualidade de empreendedores, produção científica e tecnológica”, explica Paulo Braga – que foi executivo da Wayra e estruturou o fundo de inovação da Eurofarma –, cofundador junto com Rodrigo Terron, ex-CEO da escola de programação Rocketseat.
A primeira adequação está no tamanho do fundo. Na estreia, serão R$ 40 milhões para aportes individuais de US$ 50 mil a US$ 150 mil. O valor total do fundo é inferior aos R$ 100 milhões (ou mais) captados por outras gestoras de VC no Brasil, mas é proposital. “Quanto maior o tamanho, pior fica para devolver retorno para os investidores”, diz Braga.
A Entrypoint Ventures também quer acertar o timing do que chama de “early exit”, isto é, a saída antecipada de um negócio. Diferente dos EUA, onde o IPO é uma alternativa comum, a gestora vê dois caminhos: vendas secundárias em uma rodada série B ou em um M&A de R$ 250 milhões, cifra suficiente para dar retorno, segundo o partner.
Outra diferença em relação à Bay Area é a oportunidade de os próprios cotistas do fundo – em sua maior parte, empreendedores que venderam seus negócios nos últimos anos ou executivos de big techs – atuarem como mentores. Segundo Terron, trata-se de um perfil “não óbvio” de LP. “Em early stage, é muito mais sobre identificar o founder correto do que o negócio certo em si.”
A dupla quer focar exclusivamente em startups pré-seed – com negócios em B2B nas áreas de fintech, educação e saúde, entre outras, sem restrição ou fundos dedicados a uma única área, já que o tamanho reduzido do mercado brasileiro não permite essas verticalizações, … leia mais em Pipeline 13/05/2025

