A Espaçolaser vendeu na última semana quatro unidades próprias, sendo dois pontos em Bauru e dois em Macaé que passam a operar como franquias. A operação colocou R$ 6,6 milhões no caixa da companhia – valor equivalente às vendas líquidas anuais das unidades –, além da receita recorrente de royalties de 10% sobre as vendas.

Os investidores fizeram as contas e, na sexta-feira, as ações subiram 3,6%. O múltiplo da transação, de 6,6 vezes o Ebitda de 2024, foi superior ao patamar que a empresa é avaliada em bolsa, de 4,2 vezes considerando o enterprise value (equity mais dívida), nota um gestor comprado no papel.

As lojas tinham desempenho abaixo da média da rede, com margem Ebitda de 14,9% ante média de 21,5%. A expectativa é que, com foco dos franqueados, a rentabilidade seja alavancada.

A transação sugere um valor implícito de R$ 2,56 por ação (ante cotação de R$ 1,15 em bolsa), sem incluir o fluxo de royalties que a empresa continuará a receber, o que não aconteceria com um simples fechamento de loja, compara um analista. As vendas fazem parte da estratégia da Espaçolaser de se tornar asset light, reduzindo custos operacionais.

Ao final do segundo trimestre, a Espaçolaser tinha 806 lojas, sendo 561 próprias. A companhia divulga no próximo dia 6 os resultados do terceiro trimestre.

No ano, a ação sobe 55%, refletindo a estratégia da gestão de Magali Leite, a CFO que assumiu como CEO no ano passado. A cotação ainda está longe, no entanto, do que já foi: desde o IPO, encolheu 94%… leia mais em Pipeline 03/11/2025