Fundo português controlado por empresários brasileiros, a Orla Investimentos fechou a compra do clube de futebol Amora, baseado na cidade homônima que fica na região ao sul do rio Tejo. O fundo negocia outros dois clubes na Europa.

O Amora, fundado em 1921, tem três estádios próprios e um quarto estádio com direitos cedidos por 25 anos pela prefeitura. O clube chegou a ser alvo de especulação de aquisição de Ronaldo Fenômeno há dois anos – mas ele, que já investiu no Cruzeiro e Real Valladolid, acabou não fechando negócio. Também foi sondado por Daniel Alves e por investidores japoneses, quando já tinha se transformado em sociedade anônima (por lá, SAD, correspondentes a SAF no Brasil).

O clube está na terceira divisão do campeonato nacional (a última vez em que esteve na primeira divisão foi em 1983), mas sem dívidas. Quem fez a reestruturação da operação foi o primeiro dono, o empresário José María Gallego, sócio da Real Betis. Agora, vendeu os 75% do time para a Orla, que tem por trás três empresários ligados ao setor de saúde e marketing – e, por enquanto, preferem manter o nome sob sigilo.

“Queremos ter um pool de equipes, com a oportunidade de levar jogadores de qualquer nacionalidade, mas especialmente brasileiros, para essa vitrine na Europa”, diz um deles ao Pipeline. No caso português, o clube é considerado um celeiro de talentos. Além dos estádios e receita de jogos, o Amora tem como ativo jogadores de base e recebe direitos federativos de 145 jogadores alocados no mundo todo. A última negociação foi do atleta moçambicano Geny Catamo, para o Sporting.

A transação foi assessorada pela butique brasileira CFG Partners, especializada em M&A esportivo. “O futebol português tem se mostrado um ambiente prolífico para investidores brasileiros”, diz Caio Sanches, sócio da CFG Partners. “O mercado consolidado e o cenário político trazem segurança nas negociações e os fatores geográficos e culturais facilitam a execução de teses de investimento no futebol… leia mais em Pipeline 04/08/2025