Fusão de Skala e Lola from Rio cria grupo de R$ 2 bi em itens para cabelo
É a fusão das Skalovers e das Loletes. Duas marcas construídas fortemente em redes sociais e que conseguiram a proeza de transformar boa parte de sua clientela em fãs – ou seja, engajamento e propaganda gratuitos -, Skala e Lola from Rio estão unindo suas operações sob um mesmo grupo, controlado pelo fundo de private equity Advent.
Fabricações, marcas e desenvolvimento seguem separados, mas as empresas devem se beneficiar de uma integração logística – passando a somar quatro centros de distribuição – e maior força comercial, turbinando principalmente a estratégia no mercado internacional. Os fundadores de ambas passam a compor o conselho de administração e ainda vão definir a nomenclatura da holding.
Skala tem um faturamento de R$ 1,3 bilhão e Lola soma receita de R$ 700 milhões, consolidando R$ 2 bilhões e um ritmo médio de crescimento de 30%, que as marcas esperam conseguir manter – antecipando as ambições da Advent de chegar a R$ 2,5 bilhões com produtos de cuidado pessoal em cinco anos.
O ponto forte de ambas são os itens para cabelos: na Skala, o tradicional potão de creme de tratamento de um quilo; na Lola, que recorre a nomes irreverentes para os produtos do dia a dia, o creme Morte Súbita. “As marcas são complementares, com a Lola num segmento um pouco mais premium. O nosso produto principal custa em torno de R$ 12 e o dela, R$ 50”, compara Luis Delfim, CEO da Skala. “Ambas têm multicanalidade, mas a Lola com pouco presença ainda no canal alimentar, que é o que mais cresce e onde a Skala vai muito bem”, emenda Pedro Tagushi, diretor de operações da Lola.
A marca carioca começou como white label de produtos capilares, só assumindo a produção em 2011. Com apelo de brasilidade, ambas vêm acelerando expansão no exterior. Na marca mineira, o número de países não passava de 30 há dois anos, mais que dobrando os destinos no período, com 20% das vendas totais.
Na Lola, em 40 países, o mercado internacional contribui com 10% da receita. O grupo avalia que dá para elevar essa média para cerca de 25% a 35% no médio prazo. “No primeiro trimestre, o crescimento da Lola foi de 35% e, em exportação, 300%”, diz Tagushi . A marca lança ao menos uma família de produtos por trimestre e vende para varejistas em países como França e Colômbia, enquanto aposta em quiosques em mercados como Portugal e Chile.
“Nos Estados Unidos, a Skala montou uma operação, com centro de distribuição. Por lá, a Lola atua via distribuidores e pode passar a usufruir dessa estrutura nossa”, exemplifica Delfim.
A proposta da Advent não é criar uma casa de marcas de hair care. A gestora comprou o controle da Skala há pouco mais de um ano e, até agora, a estratégia era baseada em crescimento orgânico. “A gente viu uma oportunidade de negócio com muita complementariedade com a Lola, mas não vamos sair comprando marcas. Hoje não temos outras conversas de M&A”, afirma Rafael Patury, sócio da gestora.
Na transação, a Advent fará um aporte no grupo para expansão, sem tranche secundária, de montante não revelado. IGC Partners, Mattos Filho e Lobo de Rizzo Advogados assessoraram a operação… leia mais em Pipeline 06/06/2025

