Resumo do dia: Reforma tributária & freia M&A no Brasil: incertezas fiscais redefinindo Valuation de empresas; WEG conclui aquisição & da PPI-Multitask e consolida posição em Software para Indústria 4.0; Uber e Lucid & um nvestimento estratégico para a verticalização da mobilidade autônoma, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.

INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores

Reforma tributária freia M&A no Brasil: incertezas fiscais redefinindo Valuation de empresas  — A Reforma Tributária está criando um cenário de paralisia no mercado de Fusões e Aquisições (M&A) brasileiro. A indefinição sobre alíquotas do novo IVA (IBS/CBS) e a discussão sobre tributação de dividendos estão forçando investidores a recalcular riscos e repensar estratégias de investimento: (i) O principal desafio para investidores é a precificação de ativos. Com as novas regras tributárias ainda nebulosas, determinar o valor real de empresas tornou-se um exercício de “futurologia fiscal”. Gustavo Michel Arbach, especialista em direito empresarial, alerta que “a paralisia do valuation é um freio direto para o apetite por M&A”. (ii) Dividendos no Centro da Discussão: A possível tributação de lucros e dividendos representa uma quebra de paradigma. Fundos de investimento e investidores estrangeiros, tradicionalmente beneficiados pela isenção, enfrentam uma recalibragem completa de seus modelos de retorno. A consequência imediata é uma corrida para distribuir lucros acumulados antes da eventual aprovação da nova tributação. (iii) Empresas que dependem de incentivos setoriais e regionais enfrentam incertezas sobre a continuidade desses benefícios. A perda de incentivos pode gerar pressão inflacionária ou minar drasticamente a competitividade, forçando uma reavaliação estratégica completa. (iv) O cenário de incertezas aponta para um aumento exponencial de disputas em operações de M&A, especialmente em contratos com cláusulas de earn-out. Métricas baseadas em faturamento podem ser distorcidas pela nova carga tributária, criando terreno fértil para litígios.  A Reforma Tributária está redefinindo as regras do jogo para M&A no Brasil. Empresas e investidores que se adaptarem rapidamente com assessoria especializada terão vantagem competitiva no novo ambiente fiscal.

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“DEAL” DO DIA

⇒ No Brasil

 WEG conclui aquisição da PPI-Multitask e consolida posição em Software para Indústria 4.0 – A WEG (WEGE3), gigante global do setor de bens de capital, anunciou a conclusão da aquisição dos 49% restantes da PPI-Multitask, empresa especialista em integração de sistemas de automação industrial e softwares MES (Manufacturing Execution System). A transação, cujo valor não foi revelado, finaliza um ciclo de aquisição iniciado em setembro de 2019, quando a WEG adquiriu o controle majoritário de 51% da companhia. Eeste movimento é um exemplo clássico de integração vertical e aprofundamento estratégico. Ao assumir 100% do capital da PPI-Multitask, a WEG não apenas remove as complexidades de uma estrutura com sócios minoritários, mas também internaliza por completo as competências em software, essenciais para a sua tese de crescimento em soluções para a Indústria 4.0. A aquisição permite à WEG acelerar a integração das soluções da PPI em seu vasto portfólio, oferecendo um ecossistema mais robusto e coeso aos seus clientes industriais. Dois pontos-chave se destacam na análise desta transação: Retenção de Conhecimento Estratégico: A permanência dos fundadores na operação é um fator crítico de sucesso. Em aquisições de empresas de tecnologia e conhecimento intensivo, garantir a continuidade da liderança técnica e da visão inovadora é fundamental para a captura de sinergias e para a manutenção da cultura que tornou a empresa-alvo um sucesso. Foco no Valor Estratégico, Não Financeiro (Público): A decisão de não divulgar o valor da operação reforça que o driver principal é estratégico, não financeiro. O valor para a WEG reside na incorporação plena da tecnologia e do know-how da PPI para fortalecer suas divisões de Automação e Digital, e não em um múltiplo de aquisição específico. Com esta compra, a WEG sinaliza ao mercado que sua estratégia de longo prazo passa, impreterivelmente, pela digitalização e pela oferta de soluções de software de alto valor agregado, consolidando-se como uma provedora completa para a indústria moderna.

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⇒ No Exterior

Uber e Lucid: um nvestimento estratégico para a verticalização da mobilidade autônoma – A Uber anunciou um investimento estratégico de US$ 300 milhões na Lucid Motors, fabricante de veículos elétricos, em um acordo que vai muito além de uma simples alocação de capital. Esta transação é um exemplo emblemático da nova fase da economia de plataformas: a busca pela integração vertical para garantir o controle sobre a cadeia de valor futura, neste caso, o bilionário mercado de robotáxis. O acordo multifacetado inclui não apenas a aquisição de uma participação de aproximadamente 3% no capital da Lucid, mas também um compromisso de compra de pelo menos 20.000 veículos autônomos até 2032 e uma parceria tecnológica com a startup de software Nuro. Este movimento sinaliza uma mudança fundamental na estratégia da Uber, que passa de mera operadora de serviços para uma participante ativa no desenvolvimento e produção do hardware e software que definirão a próxima geração de transportes. Análise Estratégica para o Profissional de M&A: Da Plataforma à Produção (Tese de Integração Vertical): O principal racional da Uber é reduzir sua dependência de terceiros, como a Waymo (Google), e passar a controlar seu próprio destino na corrida dos robotáxis. Ao investir na Lucid (hardware) e na Nuro (software), a Uber está montando um ecossistema próprio, o que lhe confere maior controle sobre custos, design da experiência do usuário e cronograma de implementação. Para a Lucid, o acordo é uma validação de mercado monumental e uma injeção de capital crucial, garantindo um cliente-âncora para sua produção futura. O investimento de US$ 300 milhões por 3% do capital implica uma avaliação de aproximadamente US$ 10 bilhões para a Lucid Motors, um número que foi rapidamente validado pelo mercado com a alta de quase 30% nas ações da montadora. A estrutura é híbrida. A transação Uber-Lucid-Nuro é um modelo para o futuro das aquisições estratégicas na economia da tecnologia. Ela demonstra que, para empresas de plataforma, o próximo passo lógico para garantir o crescimento e a rentabilidade é investir verticalmente em seus fornecedores mais críticos. O valor não está na consolidação de balanços, mas na construção de ecossistemas integrados e defensáveis que controlam a tecnologia de ponta a ponta.

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Esse texto contou com a ajuda de inteligência artificial a partir de informações divulgadas pelo Portal e revisado pela Redação antes de sua publicação.

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