A Europa tem observado um aumento significativo em fusões e aquisições bancárias nos últimos anos, com o BBVA atualmente em processo de oferta sobre o Sabadell. Especialistas ressaltam que o sucesso dessa operação depende de uma estratégia clara, governança bem definida e capacidade de gerar sinergias.

Historicamente, fusões como a de CaixaBank com Bankia em 2021 e  com UBI Banca em 2020 foram bem-sucedidas, enquanto tentativas como a de Deutsche Bank com Commerzbank em 2019 falharam. Essas experiências indicam que a integração cultural e a governança pós-fusão são cruciais. Santiago Carbó, professor de Economia da Universidade de Valência, enfatiza que “uma fusão não se ganha apenas nos números, mas também na confiança do cliente”.

O cenário atual é desafiador, com a crescente concorrência das fintechs e fatores políticos influenciando o mercado. A oferta do BBVA sobre o Sabadell está sob vigilância das autoridades, que impuseram condições para evitar a formação de monopólios em diversas regiões. A CNMC, por exemplo, estabeleceu limites territoriais para a fusão, visando preservar a concorrência.

Além disso, a pressão das fintechs, que oferecem serviços financeiros de forma mais ágil e digital, está transformando o setor bancário. Carbó observa que essa competição torna as fusões mais necessárias, mas também mais arriscadas. A integração de sistemas e a adaptação cultural são desafios que podem impactar a eficácia das sinergias esperadas.

Por fim, o sucesso de operações como a do BBVA com o Sabadell dependerá não apenas de fatores financeiros, mas também da capacidade de integrar culturas organizacionais e atender às expectativas dos stakeholders. A história recente de fusões bancárias na Europa serve como um alerta sobre a complexidade e os riscos envolvidos nesse processo… leia mais em Portal Tela 01/09/2025