Fusões e aquisições no Rio tiveram queda de 44% no primeiro semestre
O número de fusões e aquisições realizadas por empresas do Rio de Janeiro caiu mais de 44% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo intervalo de 2024. De janeiro a junho de 2025, foram efetuadas 47 operações contra 84 transações, no respectivo período. O estudo é feito trimestralmente pela KPMG com 43 setores da economia.
Dos 18 setores que mais realizaram operações no acumulado dos seis meses deste ano, os que mais concretizaram negócios no período foram os seguintes: publicidade e editoras com sete operações; telecomunicações e mídia, sete (75%); TI, cinco (-74%); hospitais e laboratórios de análises clínicas, quatro (100%) e mineração, imobiliário e instituições financeiras, cada um com três transações.
Das 47 operações realizadas no Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano, 26 são domésticas, ou seja, realizada entre empresas brasileiras; 13 envolveram estrangeiros adquirindo capital de companhia estabelecida no país (tipo CB1); cinco foram de empresas de capital brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior (tipo CB2); uma foi concretizada por estrangeiros adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil (CB4) e duas foram de empresa estrangeira adquirindo, de brasileiros, empresa estabelecida no exterior (tipo CB5).
Ainda segundo estudo é feito trimestralmente pela KPMG com 43 setores da economia, as empresas de seguros realizaram 18 operações de fusões e aquisições no primeiro semestre deste ano.
“Trata-se da mesma quantidade em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram fechados 18 negócios”, diz a o levantamento.
“As transações no primeiro semestre de 2025 mostra que o ambiente de fusões e aquisições no setor de seguros se manteve estável. As operações de maior destaque permanecem domésticas, como no primeiro período de 2024, evidenciando que o mercado interno continua aquecido” aponta o sócio da KPMG, Fernando Mattar.
Com relação ao tipo de operação realizada no setor de seguros, das 18 concretizadas no primeiro semestre de 2025, 11 são domésticas, ou seja, realizadas entre empresas brasileiras; seis envolveram empresas estrangeiras adquirindo capital de companhia estabelecida no país (tipo CB1) e uma foi de empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de outra estabelecida no exterior (Tipo CB2).
As empresas brasileiras realizaram 739 operações de fusões e aquisições no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa realizada trimestralmente pela KPMG. Esse número representa uma queda de quase 4,8% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram concretizados 776 negócios.
O estudo apontou ainda que houve um aumento na quantidade de transações em que investidores estrangeiros compram empresas brasileiras. No primeiro semestre deste ano, foram 199 operações contra 178, no intervalo equivalente de 2024, um acréscimo de quase 12%. O mesmo movimento aconteceu nas operações em que organizações brasileiras adquiriram outra estabelecida no exterior, passando de 47, nos primeiros meses do ano passado, para 58 este ano (23%).
“De forma geral, o cenário de fusões e aquisições permaneceu estável, apesar de questões globais geopolíticas e fiscais no mercado interno. E esses dois tipos de negociações sustentaram o número de transações realizadas este semestre. Por outro lado, as operações domésticas, envolvendo apenas investidores brasileiros, tiveram uma queda, apontando que o mercado interno sofreu uma pequena retração no período, ocasionado pelas altas de juros e discussões fiscais”, analisa o coordenador da pesquisa e sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra… leia mais em Monitor Mercantil 04/08/2025

