Gestora da família fundadora da Gran Coffee faz aposta na carne premium
A Gran Capital Partners, criada pela família fundadora da Gran Coffee, atua no segmento de high growth, focando empresas médias com modelos de negócio validados e alto potencial de crescimento. O fundo FIP GCP I, com foco exclusivo em alimentos e bebidas e alvo de R$ 150 milhões, investe de R$ 20 a R$ 40 milhões por operação, buscando participações de 25% a 75%, sempre com cogestão junto aos fundadores.
A metodologia própria, “Gran Capital Way”, estrutura áreas estratégicas e implementa 120 iniciativas de valor. O portfólio, já com três empresas e cerca de 150 lojas, mira cinco investimentos e 700 lojas até 2026. A TIR média supera 30% ao ano, com valorização de 50% da cota em pouco mais de dois anos. Para 2026, planeja lançar um fundo voltado a business services B2B, replicando sua metodologia de crescimento.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Gran Capital Partners foi criada pela família fundadora da Gran Coffee para ocupar um espaço ainda pouco explorado no mercado brasileiro de private equity. Chamado de high growth, esse segmento mira empresas de médio porte com modelos de negócio comprovados e potencial de crescimento superior a 30% ao ano.
Agora, a gestora está fazendo o terceiro dos cinco cheques previstos para o fundo FIP GCP I. A Gran Capital Partners está adquirindo uma participação minoritária – de 30% – na Aurok, uma boutique de carnes com operação verticalizada e frigorífico próprio em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo.
Fundada em 2016, a Aurok fatura R$ 28 milhões por ano e opera cinco lojas (quatro em funcionamento e uma em fase de abertura). O plano de expansão prevê multiplicar a empresa por 10 vezes em cinco anos, chegando a 50 lojas concentradas no estado de São Paulo, em um raio de 150 quilômetros do frigorífico.
A estrutura industrial já está dimensionada para dar suporte a toda essa expansão, eliminando a necessidade de novos investimentos em capacidade produtiva.
O fundo da Gran Capital investe entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões por operação (com sweet spot de R$ 25 milhões), sempre em participações entre 25% e 75% do capital, mas com a premissa de ter a co-gestão ativa com os fundadores.
A gestora desenvolveu uma metodologia própria chamada “Gran Capital Way”, que estrutura seis macro áreas (RH, produto, inovação, tecnologia, financeiro e governança) e 120 iniciativas de criação de valor.
“Não executamos, mas ajudamos a estruturar. Indicamos CFO ou CEO quando necessário, entramos em todas as áreas da empresa e criamos processos replicáveis”, diz Guilherme Gama, sócio-fundador da Gran Capital.
“Sentamos dos dois lados da mesa. Sabemos o que é carregar café, executar no dia a dia, e também conhecemos a visão do investidor financeiro. Isso cria uma ponte de confiança com os fundadores”, complementa.
A estratégia da gestora nasceu da experiência prática dos fundadores na Gran Coffee, empresa familiar que se tornou líder em café out of home na América Latina, com mais de 30 mil pontos de venda e faturamento de R$ 500 milhões.
Entre 2011 e 2019, em parceria com o Patria Investimentos, a companhia multiplicou seu valor por mais de cinco vezes, consolidou o mercado com 16 aquisições e passou por um processo de profissionalização que serve hoje como blueprint para os investimentos da Gran Capital.
A tese da Gran Capital está relacionada a uma lacuna do mercado brasileiro de private equity. Enquanto fundos de venture capital focam em empresas early-stage com alto risco e fundos tradicionais de private equity concentram-se em buyouts de empresas maduras com cheques acima de R$ 150 milhões, sobrou um vazio no meio: companhias que já validaram seu modelo de negócio, faturam entre R$ 20 milhões e R$ 150 milhões, mas precisam de capital e gestão profissionalizada para escalar….. leia mais em InfoRex 11/11/2025

