A gestora HIG Capital registrou o pedido para uma nova oferta pública de aquisição de ações (OPA) para tirar a Kora Saúde do Novo Mercado da B3, pouco mais de três anos depois da listagem. Essa é a segunda tentativa do controlador, depois de uma operação frustrada em julho, que envolveu acionistas minoritários insatisfeitos e embate com a B3.

A HIG melhorou o preço para tentar um melhor desfecho desta vez. O fundo oferece um preço de R$ 8,80 por ação, prêmio de 31% em relação ao fechamento do papel em 13 de dezembro, de R$ 6,72, e de 50% em relação à média ponderada das ações da Kora nos últimos 60 dias. O valor é superior ao estudo que a gestora encomendou à EY, que estipulou um preço de R$ 6,26 a R$ 6,85 por papel para o fluxo de caixa descontado.

A primeira OPA, de maio, teve preço de R$ 0,70 por ação (pré-agrupamento de ações, que aconteceu em setembro) – o que equivaleria hoje a R$ 7. Mas a votação para a oferta nunca aconteceu. Em junho, a B3 vetou a assembleia que decidiria a saída da Kora do Novo Mercado – na interpretação da bolsa, dois acionistas (os médicos fundadores Bruno Moulin Machado e Ivan Lima) não poderiam participar da reunião, por vínculo com o controlador.

Para a proposta de OPA ser aceita, a HIG Capital precisa dos votos de dois terços dos acionistas do free float. Esse percentual em circulação é de 20,3%, mas, com a exclusão dos fundadores, fica em 10%.

O fundo afirma que já possui compromisso de quase um terço dos acionistas (31,86%) do float para aprovar a operação.

A HIG Capital espera economizar com custos de manutenção do registro de companhia aberta e buscar novas formas de captação de recursos. A companhia vem passando por uma reestruturação, depois de ver sua alavancagem disparar – recentemente, concluiu uma tratativa com credores e tem avaliado venda de imóveis e até junção com outras redes de hospitais…. leia mais em Pipeline 15/12/2024