Fabricantes de medicamentos se unirão em uma joint venture no próximo ano para colocar no mercado brasileiro remédios biossimilares (“genéricos” de drogas biológicas, criadas a partir de organismos vivos).

“Até o primeiro trimestre de 2012, [a joint venture] deve estar constituída e operando”, diz o presidente do Aché Laboratórios, José Ricardo Mendes da Silva.

“Cada empresa continuará desenvolvendo seus produtos, mas estaremos juntos para suportar o volume de investimentos em pesquisa.”

Com a queda da patente de três remédios biológicos até 2014, as empresas que produzirem os biossimilares passarão a competir por US$ 1,2 bilhão por ano, segundo a Pró Genéricos (associação da indústria de genéricos).

“A expectativa é conseguir 50% desse mercado”, afirma o presidente da associação, Odnir Finotti.

A previsão da entidade é que, com concorrência, haja redução de até 20% no preço dos medicamentos. O governo federal deverá ser o maior beneficiado.

Essas três drogas comprometem cerca de 30% do orçamento do Ministério da Saúde para compra de remédios.

Quatro empresas já estão em fase de registro dos remédios, ainda segundo Finotti, que não revela quais são elas.

O presidente do Aché diz que, das três drogas que perderão patente, o laboratório trabalha em duas há três anos.

“Entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões são investidos [para desenvolver cada medicamento]”, diz Silva.

A EMS afirma que também desenvolve biossimilares, mas não confirmou se fará parte da joint venture.
Fonte:FolhadeSP04/12/2011