Lyfe vai recorrer em briga do Frutaria São Paulo
O embate entre sócios do grupo Frutaria deve ter novos capítulos. A Lyfe Participações, do empresário Cláudio Carotta, vai recorrer da decisão judicial que a exclui do quadro societário da rede de alimentação saudável.
Houve uma primeira sentença no ano passado e um acórdão nesta semana, como informou o Pipeline, confirmando a decisão em favor de Eduardo Landim, que moveu a ação. Mas Carotta ressalta que não há trânsito em julgado – e, até lá, nada muda na sociedade de restaurantes.
“É importante esclarecer que a decisão judicial proferida em segunda instância por maioria apertada de votos (3 a 2) ainda não é definitiva e, portanto, sujeita a diversos recursos”, ressaltou o empresário em nota ao Pipeline. “A própria sentença, de forma expressa e cautelosa, estabelece que os seus efeitos somente se irradiarão após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos por qualquer das partes.”
A empresa de Landim, chamada Focas, e a Lyfe são sócias no Grupo Frutaria Original. Os primeiros desentendimentos entre eles começaram ainda em 2017 e vêm escalando desde então, com acusações mútuas de descaracterização de marca, de questões de qualidade e confusão publicitária em marcas novas inspiradas umas nas outras.
Os dois têm quatro lojas juntos e, num acordo passado, seguiram com expansões individuais. Landim abriu mais unidades do Frutaria São Paulo e Carotta também, com delimitações sobre raio de lojas, royalties e delivery. Hoje, não se entendem nem sobre o escopo da discussão judicial: o lado de Landim afirma que tem efeitos para a marca em geral, e o lado de Carotta afirma que só discute as quatro lojas em sociedade.
No ano passado, a Moriah Asset, de Fabiano Zettel, virou sócia da Lyfe em alguns restaurantes Frutaria. Segundo o escritório que representa Ladim, o RST&A Advogados, essa transação estaria suspensa por liminar porque ele teria direito de preferência e veto. A Lyfe e a Moriah, no entanto, afirmam que a discussão judicial não tem qualquer efeito sobre essa transação.
“O direito de preferência foi concedido exclusivamente em relação à Frutaria Global Participações e aos quatro restaurantes que compõem o Grupo Frutaria Original, nos quais a Lyfe é sócia da Focas”, afirma Carotta. “Esse direito não se aplica às demais empresas de propriedade exclusiva da Lyfe, que também são licenciadas da marca Frutaria SP”.
A Lyfe é detentora das marcas Néctar, Empório Frutaria, Super Soft, Frutaria Beach e Açaí Frutaria. Segundo o empresário, nessas outras empresas, a Lyfe detém a licença da marca – com a devida autorização do grupo, incluindo a prerrogativa de incluir novos sócios sem a necessidade de ofertar direito de preferência. “Da mesma forma que a Focas faz em suas empresas exclusivas, nas quais a Lyfe não possui participação”, afirma.
Para o empresário, a Focas “omite a complexidade das relações societárias” ao tratar o tema. A Moriah também decidiu se manifestar após a publicação de reportagem do Pipeline, para a qual não tinha dado retorno aos pedidos de entrevista. A gestora reforça que a última decisão judicial “não afeta de qualquer maneira o investimento feito na Lyfe Participações e as relações comerciais com as empresas do grupo.”
Firma de investimento dedicada ao mercado de saúde e bem-estar, a Moriah é sócia da Lyfe em sete lojas, que não estariam vinculadas ao tema em discussão judicial… leia mais em Pipeline 29/10/2025

