Maha entra no setor financeiro com aquisição de operação da Keo World
A Maha, acionista da petrolífera Brava e que tem a Starboard entre os principais sócios, está incorporando a operação do programa do cartão de crédito corporativo em dólar (GTC) da fintech americana Keo World, especializada em soluções digitais de pagamento e financiamento entre empresas.
A Keo tem uma parceria com a American Express para operar com cartões da bandeira na América Latina. A transação com a Maha não vai envolver a operação em moeda local que a fintech possui, que opera em parceria com o BTG Pactual no Brasil.
A Maha e a Keo iniciaram as conversas há menos de dois meses, primeiro levando à assinatura de uma linha de crédito de US$ 100 milhões e contratos de opção de compra de participação na empresa. Depois, a Maha recebeu uma proposta da controladora para transformar a parceria em uma transação de equity.
Pelo acordo, a Maha vai converter o crédito em participação na Keo GTC, que opera o programa de cartão de crédito e, além disso, emitirá 117,4 milhões de ações que serão subscritas pela Keo Parent, cuja transação dependerá do cumprimento de metas operacionais. Haverá ainda uma emissão adicional de até 43,7 milhões de ações para outros investidores da linha de crédito.
A transação ainda contará com uma injeção de capital de US$ 35 milhões de investidores institucionais da Keo, que concordaram em subscrever as ações da Maha a um preço de 16 coroas suecas – um prêmio de 300% em relação ao preço do fechamento de ontem de 4,06 coroas por ação. Ao final, os acionistas da Keo ficarão com cerca de um terço da Maha.
Considerando o total de ações subscritas pela Keo e investidores, marcadas ao preço de 16 coroas suecas por ação, o valor de mercado da Maha pode subir dos atuais US$ 136 milhões para cerca de US$ 600 milhões. A Maha pretende lançar seu processo de listagem dupla na Nasdaq, uma iniciativa destinada a ampliar o acesso dos investidores e aumentar a liquidez global.
A entrada no setor financeiro foi uma decisão estratégica da companhia para diversificar o caixa, que estava aplicado em títulos americanos, e também ampliar a atuação, que estava muito concentrada no setor de energia. Assim, a Maha passa de uma estrutura focada em dívida para uma plataforma de capital baseada em ações.
A Keo GTC envolve a operação de cartão de crédito em dólares americanos que fornece financiamento a clientes corporativos na América Latina, dando acesso a soluções de capital de giro para empresas, além de despesas com viagens e despesas administrativas. Também envolve sistemas tecnológicos proprietários integrados, infraestrutura operacional e licenças regulatórias.
“Essa combinação de negócios com a Keo representa um marco importante para a Maha, permitindo a transição da linha de crédito previamente acordada para o capital próprio, atraindo, ao mesmo tempo, um novo capital significativo e estratégico”, comentou Roberto Marchiori, CEO da Maha Capital, em comunicado.
A operação de GTC em dólar foi lançada recentemente e já transacionou um volume de US$ 15 milhões e a expectativa é chegar a US$ 50 milhões em três meses. Após a conclusão da transação, a Maha deterá caixa e ativos líquidos superiores a US$ 120 milhões, que poderão ser alavancados com … leia mais em Pipeline 21/08/2025

