Marelli assume controle da moveleira Ingecon
Companhia adquirida atende demanda comercial de redes varejistas
A Marelli, fabricante de mobiliário corporativo, com sede em Caxias do Sul, adquiriu 54% da Ingecon Móveis Comerciais, de Canoas. O anúncio da compra, concretizada em 16 de dezembro, mas negociada ao longo de todo o segundo semestre do ano passado, foi feito na segunda-feira, dia 11, aos funcionários da Ingecon e ontem ao mercado.
Com esse movimento, a Marelli expande seus negócios alinhada com o projeto de crescimento acelerado anunciado com a entrada da gestora de recursos NEO Investimentos, no final de 2014. “Também vamos diversificar nosso mercado”, acrescentou Rudimar Borelli, acionista e presidente da Marelli, ao comentar a atuação da Ingecon no segmento de soluções mobiliárias comerciais para redes varejistas. O valor do negócio não foi informado.
Borelli destacou que o até então controlador, Elvio Passos, terá 46% do capital e continuará com função operacional da empresa, que ganhará um CEO, Rafael Müssnich. As decisões serão tratadas no Conselho de Administração do grupo Marelli, do qual fazem parte os três acionistas e fundadores, um representante e acionista da NEO Investimentos e dois conselheiros contratados. “Vamos levar para dentro da Ingecon várias ferramentas e sistemas de gestão que são sucesso na Marelli”, observou.
De acordo com Borelli, a aproximação das duas empresas se deu a partir da necessidade da Ingecon de ter uma gestão profissional, já que o então sócio controlador não tinha sucessor. “A associação também representa aporte de recursos, expertise e governança corporativa para sustentar e acelerar o crescimento da controlada”, assinala.
A Ingecon, com 29 anos de presença no mercado, tem parque fabril de 12 mil m2 de área construída em Canoas e emprega em torno de 270 funcionários. Entre seus clientes estão Renner, Zara, Paquetá, Coppel, Marisa e Tramontina.
Com a entrada da Marelli no negócio, a intenção é duplicar o tamanho da empresa canoense nos próximos três anos a partir da utilização de novas ferramentas e sistemas de gestão e da aplicação de melhorias de processos. Para este ano a meta é de crescimento de 30% sobre o resultado de 2015, que já foi de alta. … Leia mais em jornaldocomercio 13/01/2021

