Na bolsa americana, um IPO de energia nuclear no forno
E quando só se fala em energia nuclear, a americana Holtec International quer aproveitar o ensejo para abrir capital, no que seria o maior IPO do setor em anos naquele mercado. Pure play que já tem receitas relevantes com atividades como o descomissionamento de usinas nucleares, a companhia pode valer mais de US$ 10 bilhões, na expectativa de analistas consultados pela Barron’s.
A Holtec quer recolocar em operação uma usina nuclear desativada, o que nunca foi feito nos Estados Unidos. Com suporte financeiro estadual e também do Departamento de Energia, a empresa está restaurando um reator da usina de Palisades, em Michigan, desativado desde 2022. A companhia busca ainda licença para instalação de outros dois reatores modulares menos (SMRs) na mesma usina.
No descomissionamento e contenção, a receita passa de US$ 500 milhões por ano e o fundador e CEO, Krishna Singh, pretende se desfazer de 20% do capital em bolsa até o início do ano que vem. A operação terá tranche primária, para levantar recursos para a construção de novos reatores.
“Acreditamos que construiremos, na próxima década, de 10 a 20 pequenos reatores modulares simultaneamente”, disse Singh ao site americano, que pertence ao WSJ. Com melhora nos cursos, cada reator deve demandar cerca de US$ 3 bilhões de investimento. “O capital necessário para isso é enorme”, disse ele.
Um dos potenciais consumidores dessa energia e que podem vir a ser coinvestidores são as companhias de tecnologia, demandantes de data centers. É o interesse de companhias como a Alphabet que fizeram ações de outras empresas ligadas à energia nuclear dispararem em bolsa no último ano.
A Oklo, desenvolvedora de reatores, vale US$ 8 bilhões, e a empresa de microrreatores Nano Nuclear vale US$ 1,5 bilhão. A Nuscale, desenvolvedora nuclear de pequena escala, vale pouco mais de US$ 10 bilhões. A Holtec já tem uma base de receita maior que essas concorrentes… leia mais em Pipeline 24/06/2025

