A startup portuguesa Nutrium Care, que reúne nutricionistas em uma plataforma de acompanhamento nutricional, acaba de captar US$ 12 milhões (cerca de R$ 63 milhões). A rodada de série A foi liderada pela Vesalius Biocapital, com participação da Lince Capital, da Indico Capital Partners e da Beta Capital. O investimento será destinado para acelerar a presença internacionalmente, com foco no Brasil e nos Estados Unidos.

“Queremos que as pessoas pensem na Nutrium quando forem pensar em uma plataforma de nutrição”, revela André Santos, CEO e cofundador. Para isso, o plano é focar na qualidade do serviço para que os usuários repassem a palavra da marca. “Queremos procurar colaboradores com experiência e uma rede forte para conseguirmos crescer no mercado”, diz Santos.

Hoje, a startup conta com uma rede de 350 mil profissionais em 90 países. No último ano, registrou um crescimento de 400% em receita anual recorrente (ARR). Para 2026, Santos espera manter um ritmo semelhante, com crescimento de 300%.

Metade das receitas atuais da empresa vêm do Brasil, que disponibiliza sua plataforma por meio do Wellhub. Para consolidar a presença, a Nutrium irá apostar em participação de eventos, mídia local e desenvolvimento de iniciativas estratégicas voltadas a empresas nacionais.

A Nutrium foi fundada em 2016. “Eu utilizava a tecnologia em várias áreas da minha vida. Mas, ao final da consulta com um nutricionista, recebi uma folha de papel escrita à mão”, lembra Santos. Ao identificar uma lacuma, criou a solução para nutricionais, permitindo agendamento de consultas, acompanhamento e evolução de planos alimentares.

Segundo o empreendedor, o crescimento foi orgânico. “No mesmo ano da fundação da empresa, começamos a receber registros de profissionais vindos do Brasil, mas nosso software não estava adaptado ao país. Trabalhamos essa evolução e fomos chegando a novos países das demandas”, conta.

Também foi desenvolvido um novo braço da empresa focado na nutrição corporativa. “Queremos incentivar as pessoas a irem ao nutricionista ainda e fazemos isso a partir dos empregadores das empresas”, complementa.

A monetização é feita por um valor cobrado aos nutricionistas ou as empresas, que assumem os custos dos colaboradores.

“Com o aumento da demanda por medicamentos de perda de peso, é um momento importante para priorizar a nutrição e queremos ajudar as empresas em um momento de dúvidas e tomadas de decisões”, analisa Santos… leia mais em pegn 16/09/2025