Numa movimentação que passou quase despercebida nos últimos meses, o empresário Nelson Tanure deixou de figurar como o maior acionista da Light. Com os mesmo 20% que mantém há anos, Ronaldo Cezar Coelho voltou a ter a maior posição individual.

A posição de Tanure era consolidada com a posição do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, em fundos da WNT. A gestora aparecia com 35% do capital da Light no ano passado.

Vorcaro, como se sabe, incluiu suas ações na Light numa transação de ativos feita com o BTG Pactual em julho. Fundos do banco de André Esteves passaram a ter 14,8% da Light. Essa fatia foi subtraída do consolidado da WNT e Tanure também teria feito um pequeno ajuste em sua posição direta.

Hoje, a posição de WNT é de 18,94%. O fundo Samambaia, de Cezar Coelho, tem 20,01%. Tanure é conselheiro na companhia e também indicou o chairman, o ex-ministro Helio Costa, e é o nome de referência na reestruturação financeira da companhia.

O empresário poderia garantir ainda uma recomposição de votos por meio de outra transação. Parte das ações e bônus que o BTG comprou da WNT foram negociadas pelo banco com a Emae — a empresa de energia e água que, até uma reviravolta no final de semana, era controlada por Tanure.

No início de setembro, o BTG e a Emae anunciaram um acordo de R$ 250 milhões para venda do banco à empresa de units da Light, debêntures conversíveis e bônus de subscrição da elétrica carioca — o que ainda estava sujeito à aprovação da Aneel.

Por conta de um vencimento antecipado de dívida, o controle da Emae foi comprado pela Sabesp, em tratativa com a XP, administradora do fundo credor de Tanure. O embate judicial por conta da Emae já começou. E a nova dona não teria interesse no uso de caixa da Emae para comprar títulos da Light… leia mais em Pipeline 08/10/2025