A Philips contratou o Citi para assessorar a venda da sua subsidiária de software de gestão hospitalar Tasy, apurou o Pipeline.

Gestoras de fundos como a Riverwood, Advent e Lazuli Partners olharam o ativo, assim como investidores estratégicos como a canadense Constellation Software, a MV, líder na oferta de sistema de gestão de saúde, e a Bionexo, também de software para saúde, que tem como investidor a Bain Capital.

A Philips pretende vender 100% do ativo, que ela avaliou inicialmente em cerca de R$ 1 bilhão. A aposta do mercado é que a empresa fique nas mãos de um investidor estratégico, que consiga extrair mais sinergia e promover um turnaround do negócio, que hoje é visto como uma operação não muito rentável, apesar de ter cerca de R$ 300 milhões de receita.

A plataforma – uma ferramenta de prontuário médico eletrônico – é adotada 1,4 mil hospitais em toda a América Latina e tem grandes hospitais como clientes como a BP , Santa Paula, Sírio Libanês, Rede D’Or São Vicente de Paula, Português e e Hospital Marcelino Champagnat.

Nos últimos 10 anos, a Philips, conhecida pelos produtos eletroeletrônicos, fez uma reorientação estratégica e decidiu focar no setor de saúde digital, refletindo uma adaptação às novas demandas do mercado.

O software da Tasy, desenvolvido em polo da multinacional em Santa Catarina, embora tenha um market share relevante no Brasil, é pequeno dentro da estratégia global da companhia e, por isso, a Philips estaria vendendo o negócio.

Procurada, a MV afirmou que não comenta especulações de mercado ou movimentos que não tenham sido oficialmente formalizados, mas disse que segue atenta às movimentações do setor, sempre avaliando oportunidades que estejam alinhadas a sua estratégia de crescimento sustentável e compromisso com a inovação na saúde.

Citi, Riverwood, Lazuli e Advent não comentaram o assunto. A Constellation e a Philips não retornaram ao pedido de entrevista até o momento da publicação dessa reportagem… leia mais em Pipeline 02/09/2025