A Pacific Investment Management Company vendeu toda a sua participação na Oi em meio a um longo impasse envolvendo a problemática operadora de telecomunicações brasileira e seus credores.

Fundos administrados e assessorados pela empresa de investimentos venderam todas as 64.811.440 ações ordinárias que ainda detinham na Oi, representando 19,73% do capital total da empresa, de acordo com uma carta da Pimco divulgada pela Oi na noite de terça-feira.

Os fundos da Pimco “não têm planos ou intenções” de alterar o controle ou a gestão da empresa e não possuem exposição a transações com derivativos envolvendo títulos da Oi, diz a carta. A empresa se recusou a comentar mais.

Os problemas da Oi se arrastam há mais de uma década. A Oi entrou com pedido de proteção contra credores em 2023, poucos meses após sair de uma primeira reestruturação que durou anos. Foi declarada a falência por um tribunal do Rio de Janeiro no início deste mês — decisão que foi suspensa dias depois, após recurso de um de seus principais credores.

Na ocasião, o juiz também ordenou uma investigação sobre o papel da Pimco como acionista controladora da Oi. A empresa detinha cerca de 35% do capital total da operadora de telecomunicações na época, segundo documentos regulatórios, participação que começou a ser reduzida nos dias seguintes.

Em documentos judiciais consultados pela Bloomberg, a Pimco afirmou que não é acionista da Oi, mas apenas administra fundos que são credores e detêm ações da empresa. Essas ações foram adquiridas em conjunto com o plano de recuperação judicial da Oi, previsto para 2024, e não por meio de uma “aquisição voluntária de participação acionária”, visto que a empresa não conseguiu quitar suas dívidas garantidas por outros meios, conforme mostram os documentos.

“Em resumo, o que ocorreu foi uma operação de recuperação financeira de uma empresa em dificuldades, e não uma aquisição”, diz o documento.

As ações ordinárias da Oi têm despencado todos os anos desde 2021. Elas perderam cerca de 96% do seu valor no acumulado do ano e estão sendo negociadas a um preço historicamente baixo… leia mais em InfoMoney 26/11/2025