Por que a oferta da Mahle Metal Leve pegou o mercado de surpresa
As ações da Mahle Metal Leve despencaram 15,5% nesta segunda-feira, depois de a companhia confirmar a contratação de bancos para um follow-on. Como antecipado pelo Valor, o volume seria em torno de R$ 1 bilhão numa operação secundária. É comum que ações de uma companhia caiam diante da possibilidade de oferta subsequente mas, neste caso, foi um pouco mais do que isso.
O timing causou surpresa em alguns bancos de investimento. “O mercado das últimas semanas não absorve uma oferta de R$ 1 bilhão que, para sair, precisaria ter demanda na casa de R$ 3 bilhões. E a empresa anuncia essa possibilidade justamente no fim de semana que estoura uma nova guerra?”, questiona um banqueiro de investimento, que acha provável uma mudança de planejamento.
O controlador alemão da Metal Leve quer aproveitar a valorização recente do papel. A ação, mesmo com a queda de hoje, acumula alta de 62% em 12 meses.

Enquanto a maioria dos analistas considera que a ação ficou cara, um gestor comprado no papel diz que ainda está abaixo da média histórica, mas avalia que uma distribuição de recursos via redução de capital poderia ter o mesmo resultado de levar capital à matriz com menos ruído no mercado local.
Em relatório, o analista Victor Mizusakii, do Bradesco BBI, nota que o mercado tinha expectativa de uma oferta de compra dos papéis por parte dos controladores para fechamento de capital, e não o contrário.
Dois gestores ouvidos pelo Pipeline também destacam que a companhia não precisa de dinheiro novo, o que descartaria a inclusão de uma tranche primária, uma vez que o grupo tem concentrado estratégia na subsidiária Mahle Behr (abaixo diretamente da controladora) e distribuído caixa na Metal Leve… leia mais em Pipeline 09/10/2023

