Private equity enfrenta pressão crescente
As acrobacias improváveis exibidas pela rede britânica de academias de alto padrão David Lloyd ilustram as enfermidades que afligem tanto os mercados negociados publicamente quanto de forma privada. A empresa, que se descreve como “o principal grupo de saúde e bem-estar da Europa”, acabou a semana passada no centro de uma das estratégias mais intrigantes da indústria de private equity.
A TDR, sua controladora de private equity, na prática vendeu a companhia para outra parte da própria TDR, depois que tentativas anteriores de se desfazer do grupo adquirido em 2013 perderam fôlego. Ela utilizou um chamado veículo de continuação para transferir a propriedade de um bolso para outro, apoiada em parte com recursos de – adivinhe – outra companhia de private equity, a CVC. Para pessoas comuns, isso lembra Milo Minderbinder e sua cooperativa de ovos malteses na Ardil-22, na qual ele comprava repetidamente ovos que já havia vendido e, de alguma forma, sempre lucrava.
Já na indústria de private equity, trata-se de um dia normal no escritório. No primeiro semestre deste ano, as firmas de private equity venderam empresas de volta a si mesmas em ritmo recorde, encontrando uma forma de saída (ou de voltar, se preferir) de cerca de US$ 41 bilhões em investimentos nos primeiros seis meses de 2025, segundo o banco de investimento Jefferies… leia mais em Valor Econômico 16/09/2025

