Num extenso universo de fintechs, a Qonta acaba de levantar um pré-seed de R$ 3,7 milhões com a Caravela Capital e anjos para tentar seu naco de mercado. A tese do banking as a service (BaaS) é que a maioria das startups está atendendo outras empresas digitais e que há espaço para operar com as empresas de tijolo, do varejo à indústria.

“Vimos que o BaaS está muito maduro no Brasil. O próximo passo é que, em vez de atender as techs e fintechs, deveríamos servir as empresas que detêm o capital”, diz Felipe Stanquevisch, cofundador da Qonta e COO ao lado de Milton Camargo, o CEO. Eles são egressos do BNP Paribas e Celcoin, respectivamente.

“Esses caras maiores têm condições de verticalizar, por mais difícil que seja. Mas, no varejista que fatura até R$ 1 bilhão, conseguimos ajudar no aumento de frequência de compra e de margem do negócio”, diz Camargo, que colocou de pé a operação de BaaS da Celcoin em 2022.

Na visão da dupla, são companhias que esbarraram em complexidade tecnológica e de produto para desenvolver suas próprias soluções financeiras. “Não é trivial colocar de pé um banco digital, principalmente quando se fala de produto regulado.”

O objetivo da Qonta era levantar um capital inicial de R$ 2,7 milhões, mas como a Caravela aportou um cheque de R$ 2 milhões e já havia o compromisso de pessoas físicas, o montante acabou subindo em menos de um mês de conversas. “O capital é para construir o produto e aí conseguirmos monetizar rápido a empresa”, diz Stanquevisch. Ele fundou também a startup de segurança Civi, que encerrou operação em 2023.

Hoje os principais clientes de BaaS são e-commerces, aplicativos de mobilidade e até outras fintechs. Há também grandes nomes do mundo físico que adotam alguma solução desse tipo, como Carrefour e Riachuelo. Nesta semana, a C&A encerrou a parceria com o Bradesco para assumir a própria vertical de serviços financeiros — na visão de Camargo, uma oportunidade para a Qonta de replicar o formato nas concorrentes menores… leia mais em Pipeline 26/06/2025