Quanto a Aura Minerals vai buscar na oferta de ações na Nasdaq
A Aura Minerals, mineradora de ouro listada em Toronto e com BDRs negociados na B3, quer aumentar sua liquidez – e visibilidade – com uma listagem na bolsa americana Nasdaq. A companhia já fez o registro inicial da oferta primária e secundária de ações, ainda sem indicação de cifras.
O Pipeline apurou que a expectativa é levantar cerca de US$ 300 milhões. É um volume relevante considerando que hoje o valor de mercado da Aura é de 2,5 bilhões de dólares canadenses, cerca de US$ 1,83 bilhão.
A companhia controlada pelo empresário brasileiro Paulo Brito quer aproveitar a disparada do ouro em meio à volatilidade global para aumentar sua base de investidores e seu caixa para projetos. Só neste ano a onça troy já subiu 26%.
Bank of America e Goldman Sachs são os principais coordenadores da oferta. BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI também compõem o sindicato.
Há uma semana, a Aura anunciou a aquisição da Mineração Serra Grande, dona de mina de ouro em Goiás, que pertencia à AngloGold Ashanti. A transação, assessorada pelo BofA, foi de US$ 76 milhões em dinheiro mais 3% de participação no volume de produção futura da mina.
Esse ativo ainda nem consta no prospecto inicial da companhia, que cita a operação de quatro minas próprias, uma em fase de ramp-up e outros dois projetos para desenvolvimento.
As operações são da mina de cobre, ouro e prata Aranzazu, no México, as minas de ouro de Apoena e Almas, no Brasil, e a mina de ouro de Minosa, em Honduras. Em fase de desenvolvimento está a mina de ouro de Borborema, no Brasil, que deve atingir produção comercial no terceiro trimestre de este ano. Entre os projetos de desenvolvimento da companhia estão o Era Dorada, na Guatemala, e o projeto de ouro de Matupá, no Brasil.
Como uma empresa com receita inferior a US$ 1,24 bilhão no último ano fiscal, a Aura é enquadrada na nova oferta como “empresa em crescimento emergente”, conforme regulamentação do Jumpstart our Business Startups (JOBS Act). Isso significa, no mercado americano, um número menor de reportes necessários e consequente de custos…. leia mais em Pipeline 09/06/2025

